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Crítica: A Incrível História de Adaline (2015)

21 dez

Poster A incrível história de Adaline

Essa é uma daquelas histórias onde você se pergunta: “Por que eu não fiz isso antes?”. É a sensação que estou tendo agora depois de assistir A Incrível História de Adaline. Você que já viu o longa pode estar se perguntando o motivo já que o filme não é nada de extraordinário, como de fato não é.  Todavia, ele me pegou em certo momento da vida onde parei para refletir muito sobre minhas convicções e atuais expectativas sobre tudo.

O fato é que A Incrível História de Adaline seria um drama-romance como qualquer outro se não fosse o bom empenho de seus roteiristas. A trama cria uma certa relação com o Curioso Caso de Benjamin Buntton (2008), onde o personagem de Brad Pitt rejuvenescia a cada ano. No tanto, no filme do diretor Lee Toland Krieger, a personagem principal recebe uma capacidade de permanecer jovem para sempre, ou seja, seu corpo para de envelhecer aos 29 anos.

Adaline Bowman (Blake Lively) nascera na virada do século XX. Sua vida caminhava normalmente até a mesma sofrer um grave acidente de carro que a modificaria para sempre. Devido a consequências de seu acidente, seu corpo para de envelhecer, tornando-a um ser imortal com uma aparência de 29 anos. Adaline passa a viver uma existência solitária, sem criar laços ou vínculos com ninguém, com o intuito de não ter seu segredo revelado. Mas como não podemos prever nosso futuro, ela conhece o jovem Ellis Jones (Michiel Huisman), um belo e romântico homem que a faz repensar toda sua trajetória de vida.

A película começa a partir de uma narrativa bem breve sobre a vida de Adaline, passando por sua infância até o trágico acidente que a faz virar uma espécie de mutante. Todo esse início, apesar de trágico, fica envolto por uma atmosfera de conto de fadas, onde por um milagre a protagonista recebe um tipo de “dom-maldição” que a faz abdicar de muitas coisas, inclusive o amor de sua vida. Adaline então precisa se esconder de todos e, para isso, começa a falsificar seus próprios documentos para se esconder principalmente do governo americano.

Dentro dessas idas e vindas, com direito a um clima de suspense e ação, a bela conhece o jovem Ellis Jones (Michiel Huisman), um filantropo que se apaixona perdidamente por ela. É a partir daí que o rumo da trama muda completamente e nos damos de cara com mais uma daquelas histórias açucaradas nível Nicolas Sparks. O romance realmente funciona, principalmente por causa da química entre Lively e Huisman. Todo o clima de romance começa a caminhar lado a lado com o drama existencial vivido pela moça.

Já a direção de Krieger se torna eficaz quando mesmo que de maneira previsível, ele coloca Harrison Ford para interpretar um personagem crucial para o ápice da trama. É nesse momento que iniciamos um processo de descrença em um possível final feliz para Adaline. Além dos já citados, a aparição da atriz Ellen Burstyn, que interpreta a mãe já idosa da protagonista, é outro ponto forte da obra, que só faz agregar com sua bela interpretação.

A Incrível História de Adaline possui ainda uma excelente fotografia, que faz uma viagem no tempo contrapondo paisagens mais bucólicas com a efervescência da cidade grande. No entanto, o que de fato me conquistou nesse filme foi a forma como ele me fez repensar a vida real. Desde pequeno nós somos obrigados contemplar o final da princesinha do conto de fadas, porém ao longo da vida, com a chegada dos desgostos e desamores em nosso caminho, a gente começa a desacreditar que é realmente possível ser feliz, ou se realmente podemos ou merecemos isso. No entanto, A Incrível História de Adaline me fez ver que estamos muito mais condicionados a pensarmos negativo, do que de fato acreditar ou correr atrás de nossa própria felicidade. Afinal de contas, a vida é só uma e precisamos aproveitá-la da melhor forma possível. E nem sempre fugir é a melhor solução. Está na hora de voltarmos a enxergar graça no final feliz, pois sim, ele existe! E certamente é muito mais belo do que a Disney nos fez acreditar.

Trailer:

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News: Carolina Ferraz interpretará uma travesti em novo filme

23 set

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Parece que vem coisa boa por aí!

O longa A Glória e a Garça, drama estrelado pela bela Carolina Ferraz, já teve o início de suas filmagens iniciadas na cidade do Rio de Janeiro. A película terá como pano de fundo os bairros de Santa Teresa, Centro e Laranjeiras.

Na película, a atriz dará vida a uma travesti chamada Glória. O filme é dirigido por Flavio Ramos Tambellini, do premiado Malu de Bicicleta (2010).

Confira abaixo um comunicado direcionado à imprensa:

“Permeado pela quebra de preconceitos, que transforma a vida dessas personagens e de seu entorno, A Glória e a Graça é um drama sobre a família moderna. O filme apresenta um novo olhar sobre o tema, tirando o travesti do papel cômico e caricato. Excluída da família por sua própria opção, Glória constrói uma vida com todos os matizes inaceitáveis pelos parentes. Passados muitos anos, ela recebe um telefonema de Graça, que tem dois filhos – uma menina de 13 anos e um garoto de cinco – e acabou de descobrir que sofre de uma doença terminal. Desesperada, percebe que não há mais ninguém para cuidar das crianças quando ela se for. Ela então se arma de coragem e resolve retomar contato com seu irmão. Ao reaproximar-se, descobre que Luiz Carlos virou Glória”

A Glória e a Garça tem estreia prevista para 2016, porém sem data definida.

Crítica: Homem Irracional (2015)

30 ago

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Homem Irracional é a nova aposta do cineasta Woody Allen nos cinemas. O longa estrelado por Joaquin Phoenix e Emma Stone, é composto por alguns dos elementos já abordados pelo diretor em trabalhos anteriores, como o suspense comedido e a fragilidade humana.

A película aborda a história de Abe Lucas (Joaquin Phoenix), um aclamado professor de filosofia, que está em plena crise existencial. Quando Abe decide lecionar em uma faculdade da pequena cidade de Braylin, ele acaba conhecendo Jill (Emma Stone), uma jovem estudante, totalmente fascinada pelo seu trabalho e sua fama de escritor. Com o passar do tempo, e devido à insistência da moça, Abe acaba se tornando muito próximo de Jill, assim como da insinuante professora Rita (Parker Posey), que mesmo sendo casada, vive arrastando asas para o colega de trabalho. No entanto, a vida vazia do escritor só começa a ter sentido, após o mesmo ouvir acidentalmente uma conversa de uma mãe, desesperada pela ideia de perder a guarda de seu filho devido a uma influência desapropriada do juiz Spangler (Tom Kemp). É nesse momento que Abe decide armar um plano para assassinar a autoridade pública, com o propósito de livrar a mãe de uma grande decepção.

Irrational Man, título original, é de fato um conjunto de elementos já vistos em outros filmes de Allen. Assim como em Ponto Final – Match Point (2005), onde alguém é possuído pela ideia de se tornar um assassino em potencial, em Homem Irracional a coisa não é muito diferente, pois o protagonista claramente acaba sucumbindo ao desejo de se tornar um “benfeitor”, a partir de um ato totalmente inescrupuloso. O diretor brinca com essa transição entre a loucura e a sanidade humana, onde um homem aparentemente inofensivo, de repente, se mostra um serial-killer em potencial. É aquele velho ditado do ‘lobo em pele de cordeiro’. E também não podemos negar a inserção de um juízo de valor, pois Allen nos faz refletir sobre toda aquela situação ficcional ali apresentada. Afinal, seria um assassinato em causa de um bem maior? Os fins justificam os meios? É para refletir.

Outro tema presente nesta película é imprevisibilidade do amor, no que diz respeito a ideia de que você nunca sabe o que pode acontecer. Na trama, a relação de Abe e Jill começa tomando um rumo e no final a coisa termina de uma maneira totalmente diferente. É um pouco do que já vimos em Tudo Pode Dar Certo (2009), no que diz respeito ao rumo dos personagens principais, que começam de uma maneira e, de repente, já estão de outra. No entanto, em Homem Irracional tudo isso é construído a partir de uma narrativa muito bem elaborada, sendo privilegiada pelo suspense da trama.

A fotografia da obra é trabalhada a partir de ambientes mais claros, que possuem uma certa luminosidade, contrapondo toda aquela sensação obscura do personagem de Phoenix. Por falar nele, o ator está muito bem no papel, atribuindo a Abe, uma personalidade totalmente ambígua e curiosa, de uma maneira bastante sutil. Phoenix chegou ao ponto certo sem parecer caricato ou cansativo demais. Já Emma Stone, que já pode ser considerada a nova queridinha de Woody Allen, depois de Diane Keaton, Scarlett Johansson, Cate Blanchett e companhia, conseguiu estar bem no papel da mocinha inebriada, mas sem muito brilhantismo. Talvez ela ainda esteja se adequando ao mundo do cineasta, que depois de seu bom desempenho em Magia ao Luar (2014), seguiu fazendo alguns laboratórios para melhorar sua atuação.

Homem Irracional é um filme com todas as características de Woody Allen. Se você está procurando por boas atuações, uma história com um desenvolvimento interessante, ele é certamente uma excelente opção.

Trailer:

*Crítica também postada no site Blah Cultural

Crítica: Que Horas Ela Volta? (2015)

29 ago

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Que Hora Ela Volta? é um filme brasileiro que vêm fazendo bonito em vários festivais ao redor do mundo, desde janeiro deste ano. Com um elenco quase que desconhecido, a não ser por Regina Casé (Made In China / Eu, Tu, Eles) e algumas outras participações, que já apareceram na telinha da Globo, o longa da diretora Anna Muylaert (Irmã Dulce) comove, consegue trabalhar questões de desigualdade social, relações familiares e preconceito, como há muito tempo não víamos no cinema nacional.

A trama gira em torno da vida doméstica de Val (Regina Casé), uma nordestina que vai para São Paulo em busca de uma melhor condição de vida, sua intenção é apenas conseguir dinheiro para poder enviar à sua filha pequena, que ficou em sua terra natal. Trabalhando há 10 anos como empregada em uma casa de gente rica no bairro do Morumbi, em São Paulo, Val de repente recebe a ligação de sua filha, que lhe dá a notícia de que pretende vir à cidade para poder prestar vestibular. Jéssica (Camila Márdila) então chega, de início é super bem recebida, mas aos poucos sua presença começa a inquietar os moradores de seu novo lar.

O roteiro de Muylaert não é original, de fato, mas a condução do mesmo é trabalhado de forma bastante precisa. O engraçado é que de início temos a sensação de já saber exatamente tudo o que pode acontecer, pois quando a personagem de Camila Márdila chega à São Paulo, nossa primeira reação é pensar no óbvio, mas nos equivocamos quando a direção do longa entra em ação nos colocando para refletir sobre todo esse preconceito que temos em relação à vida, ou ao que já sabemos dela, com seus protagonistas, que somos nós. Não podemos negar que as atuações também ajudaram bastante nesse quesito, as desconhecidas Camila Márdila e Karine Teles foram totalmente pautadas no realismo cotidiano. Entretanto, nada tira o brilho categórico de Regina Casé. A apresentadora do Esquenta! estava simplesmente maravilhosa! Sua nordestina conseguiu ser a mais carismática e encantadora possível. Regina, como todo seu talento, trouxe a essência real do que é ser um nordestino, com suas expressões faciais, seu modo de falar, seu adorável linguajar típico, enfim, tudo o que não podia faltar estava lá. Consigo dizer que ela com toda a certeza colocou um “plus” a mais no longa, que sem isso, talvez não tivesse sido tão verdadeiro.

A relação entre patrão e empregado (rico e pobre) e também a relação familiar entre o elenco é posta de um modo totalmente contemporâneo, enquanto alguns pais dão a vida por seus filhos, já outros, sequer conseguem trabalhar um afeto mais preciso. De certa forma, consegui me enxergar no meio daquilo tudo, e posso dizer que foi meio triste, pois a sensação que tive não foi das melhores, admito. Apenas tive de refletir.

O triste disso tudo é que infelizmente um trabalho tão bem feito quanto esse, não terá a oportunidade de ser exibido para pessoas mais humildes, pessoas que consigam se enxergar na nordestina vivida por Casé. Pelo menos aqui no Rio de Janeiro, quase todas exibições estão voltadas para zona sul, ou seja, para a elite carioca. Se eu tivesse algum poder, certamente modificaria isso, pois esse filme merece ser apreciado por todos os brasileiros.

Trailer:

News: Novo longa com Naomi Watts, Susan Sarandon e Elle Fanning no elenco, irá falar sobre transexualidade

7 ago

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Acaba de sair o primeiro trailer do drama About Ray, um longa que conta com um elenco de peso, com nomes como Naomi Watts, Susan Sarandon e Elle Fanning.

A película que originalmente havia sido titulada como Three Generations (Três Gerações), teve seu nome modificado para About Ray. No entanto, a tradução para o Brasil ainda continua vinculada ao primeiro título.

Três Gerações irá abordar o drama de Ray (Elle Fanning), que havia nascido mulher, mas que nunca teve uma identificação com o gênero feminino. Com o passar do tempo, e chegando na adolescência, Ray decide fazer a transição completa para se adequar ao corpo de um homem.

A sinopse é bastante interessante, pois para que Ray consiga fazer isso, ele terá de lidar com a aprovação de sua mãe (Watts), seu pai ausente (Tate Donovan) e o temperamento de sua avó (Sarandon), lésbica, que é totalmente contra a transexualidade do neto.

Com direção de Gaby Dellal (da série Leaving), About Ray irá debutar nos cinemas no dia 3 de dezembro deste ano.

Definitivamente sinto cheiro de Oscar!!! 🙂

TRAILER:

News: Escândalos de pedofilia da Igreja Católica são o tema central do drama Spotlight, estrelado por Michael Keaton e Mark Ruffalo

30 jul

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Spotlight é o novo loga de drama estrelado pelos veteranos Michael Keaton e Mark Ruffalo. Na verdade, o filme irá retratar um tema bastante polêmico, os casos de abuso sexual envolvendo padres da arquidiocese de Boston.

Com direção de Thomas McCarthy (O Visitante), que inclusive já foi indicado ao Oscar de melhor roteiro original por Up: Altas Aventuras (2009), a película irá se basear em casos reais, divulgados pelo Boston Globe, que devido ao seu cunho investigativo, em 2002, descobriu vários casos de abuso sexual envolvendo adolescentes dentro ciclo religioso.

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A cobertura teve tanta repercussão, que a Igreja chegou a se afundar em uma crise, a partir de tantos outros casos em várias partes do mundo. O processo foi longo, que chegou a envolver episódios de abafamento por parte da Igreja Católica.

Além dos já citados, Spotlight terá em seu elenco nomes como Rachel McAdams, Brian d’Arcy James, John Slattery, Liev Schreiber, Stanley Tucci e Billy Crudup. Sua estreia está marcada para setembro no Festival de Veneza de 2015. Ainda não temos data para o Brasil.

Confira o Trailer:

Crítica: Magic Mike XXL (2015)

30 jul

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Um dos filmes mais esperados do ano chega finalmente aos cinemas. Estou falando de Magic Mike XXL, a continuação do popular longa-metragem protagonizado pelo astro Channing Tatum, no ano de 2012.

Com uma bilheteria em torno de US$ 167,2 milhões, o primeiro filme arrancou os suspiros de muitas mulheres ao redor do mundo e elevou Tatum a um status de “objeto sexual”. A partir daí, os strippers mais cobiçados do cinema criaram uma enorme expectativa em relação ao segundo longa. É claro, principalmente entre elas.

A verdade é que muitas mulheres ansiavam por esta estreia. Digo isso com propriedade, devido ao número de espectadores do público feminino nos Estados Unidos. De acordo com o site The Hollywood Reporter, nos primeiros dias após a estreia oficial, constatou-se que 96% do público era composto por mulheres. E também pude atestar isso na própria apresentação do longa para a imprensa aqui no Rio de Janeiro, onde consigo afirmar que a porcentagem de espectadoras era praticamente o mesmo.

Depois de um tempo afastado dos palcos e voltando seus esforços para seu próprio negócio, Mike (Channing Tatum), recebe uma ligação de Tarzan (Kevin Nash), seu velho amigo de Tampa, convocando-o para uma reunião com seus antigos companheiros, devido a um motivo especial. Mike atende o pedido e viaja até o encontro de todos. O que ele não sabia é que tudo aquilo serviria como pretexto para que o grupo de amigos voltasse a cobiçar um novo show, só que agora de despedida, na cidade de Myrtle Beach.

Com um roteiro preguiçoso e muito homem sem camisa, Magic Mike XXL parece ter sido feito com a única intenção de causar furor entre o público feminino. Na verdade, não posso negar que de fato essa era uma das propostas do longa desde o início, mas não poderia imaginar que se resumiria a apenas isso. Algumas cenas eram tão vazias, que mesmo com toda aquela apelação, eu quase caí no sono algumas vezes. Os diálogos eram pobres demais, se resumiam a flertes mal feitos e discussões evasivas. A impressão que dava era que o roteirista Reid Carolin não estava com muita inspiração e decidiu criar quase que uma cópia de “American Pie” (1999), no pior dos sentidos.

Tudo estava tão sem rumo, que até o casal Channing Tatum e Amber Heard Depp pareciam mais gelados que o iceberg do filme “Titanic” (1997). A química entre eles definitivamente não rolou e sequer tivemos uma chance de torcer pelos pombinhos. A verdade é que Tatum ficou totalmente apagado na trama, sendo engolido pela presença de Joe Manganiello durante toda película. Richie (Joe Manganiello) roubou a cena como galã, mesmo tendo servido como “step” devido a não presença de Matthew McConaughey na continuação. Para mim, essa segunda parte deveria se chamar “Magic Richie”, sem sombra de dúvidas.

A participação de veteranas como Andie MacDowell e Jada Pinkett Smith serviu apenas para preencher lacunas deixadas por um roteiro pouco criativo e algumas atuações bem isossas. Já o vencedor do Globo de Ouro, o ator Matt Bommer, mesmo tendo um destaque maior neste filme, não conseguiu se sobressair.

A trilha sonora da película não se destacou, mas serviu como estratégia para que a plateia não caísse no sono durante a exibição do filme. Repleto de músicas dançantes, Magic Mike XXL acabou se tornando repetitivo demais. Já a fotografia também não chegou a ser um ponto forte da obra, que optou por cenas mais escuras e muita luz de palco.

O fato é que o novo filme do diretor Gregory Jacobs (Estrada Maldita) não passou de uma distração para mulheres sedentas por corpos malhados e definidos. Visualmente, o filme cumpre o seu papel, mas não se engane achando que terá algo mais profundo, pois Magic Mike XXL será só mais uma distração um pouco apimentada.

Trailer:

*Crítica também postada no site Blah Cultural

News: Legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos EUA, será pano de fundo para nova produção da Fox

8 jul

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Mais um dia difícil para a “família tradicional”. A boa agora é que após a decisão do último dia 26 de junho, na qual o governo americano aprovara o casamento homoafetivo em todos os 50 Estados do país, eis que Hollywood já está de olho no marco histórico e pensa em realizar um longa sobre tal fato.

Na verdade, a trama será totalmente inspirada no drama do casal Jim ObergefellJohn ArthurObergefell, um agente imobiliário de Ohio que havia se casado com seu parceiro Arthur no estado de Maryland (um dos estados que antes da nova lei já aceitava o casamento entre pessoas do mesmo sexo). Todavia, John sofria de esclerose lateral amiotrófica, e veio a falecer algum tempo depois. Todo o drama começou quando Jim entrou na justiça para poder ser reconhecido como viúvo de seu ex-marido dentro do estado de Ohio, que ainda não havia legalizado o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo.

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John Arthur (esquerda) e Jim Obergefel (direita)

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Jim ao lado de seu ex-marido John, que já estava bem debilitado devido à doença

De acordo com o The New York Times, após negociações entre a 20th Century Fox, Jim e seu advogado Al Gerhardstein, o estúdio conseguiu os direitos de uma adaptação da história para o cinema. A Fox inclusive já está apta a utilizar todo o conteúdo do livro 21 Years to Midnight, que Obergefell irá escrever juntamente com a jornalista Debbie Cenziper.

A película que deve estrear só em 2017, deve contar com a produção de Wyck Godfrey (A Culpa é das Estrelas) e Marty Bowen (da série Revenge).

Crítica: Crimes Ocultos (2015)

22 maio

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Baseado no primeiro livro da trilogia de Tom Rob Smith, Crimes Ocultos (Child 44), longa produzido pelo mestre Ridley Scott (Blade Runner / Alien), é de fato uma adaptação bem ousada e que chama a atenção, principalmente do governo russo, que recentemente causou polêmica ao declarar que o filme retrata os soviéticos unicamente como uma “massa sangrenta” e decretando a proibição do mesmo por lá. Entretanto, apesar de interessante, a película pode ter ficado bem aquém do esperado. Vamos analisar!

Crimes Ocultos já logo de cara chama a atenção devido a seu elenco de primeira, que conta com nomes como Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria), Gary Oldman (Os Infratores) e Noomi Rapace (Prometheus). Hardy e Oldman inclusive já trabalharam juntos recentemente em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), no qual ambos interpretaram os personagens Bane e James Gordon, respectivamente.

A obra nos faz voltar ao passado, mais precisamente no início dos anos 50. Nesta época, o regime autoritário da União Soviética comandado por Stalin, estava a todo vapor. E é dentro deste clima de tensão que a trama do diretor Daniel Esponisa (Protegendo o Inimigo) acontece.

Leo Demidov (Tom Hardy) é um órfão que foi acolhido por um militar numa época em que milhões de crianças haviam perdido seus pais devido a uma sangrenta guerra civil na Ucrânia. Anos mais tarde, Leo se consagra como líder do departamento investigativo da KGB (Comitê de Segurança do Estado), após aparecer como o grande salvador da URSS na luta contra o regime Nazista, no fim da Segunda Guerra Mundial. Tudo parece ir muito bem para ele, que possui um cargo digno de inveja de seus companheiros, status, uma família que o ama e Raisa (Noomi Rapace), sua bela esposa.

As coisas então começam a mudar quando o filho de seu amigo é encontrado morto bem próximo a uma linha de trem. A morte, que notoriamente parece resultado de um assassinato, é tratada apenas como um “simples acidente” pelo governo local, já que até então a União Soviética era vista como “paraíso”, e como diziam: “não há crimes no paraíso”. A partir daí, Leo se vê intrigado com a situação e resolve investigar o caso, juntamente com sua mulher. O único problema é que seus superiores não parecem gostar muito da ideia de trazer a verdade à tona e, por causa disso, Leo e sua família passam a correr risco de vida.

Com toda a certeza a obra de Tom Rob Smith é uma história com bastante recheio, com direito a dramas pessoais e familiares, momentos históricos, governos de índole duvidosa, entre outros. No entanto, senti que a mão de Espinosa tremeu quase que literalmente no andamento da coisa.

Primeiramente notei que muitas cenas tinham uma câmera bastante tremida, com a intenção de dar um pouco mais de realidade para o momento. Entretanto, as vezes a técnica parecia exagerada demais e me sentia como se estivesse em uma montanha russa ambulante. A fotografia do longa como esperado, era bastante escura, com muitas nuances frias, típicas de filme de guerra. Já o roteiro de Richard Price se tornou muito, mas muito confuso. A verdade é que Espinosa tinha um diamante bruto nas mãos, mas que não soube lapidar da forma correta. Talvez se Ridley Scott estivesse no comando o resultado fosse um pouco melhor.

Eram muitos detalhes a serem abordados: ambições políticas, a ameaça de um serial killer, personagens intensos e tudo isso ambientado em uma atmosfera pós-guerra. É de fato muita coisa para um filme só, tanto que nenhuma delas foi tratada de forma mais profunda, o que fez com que o filme se tornasse superficial demais, além de confuso, principalmente da metade para o final. A sensação é de que ficaram lacunas a serem preenchidas, e isso para um filme desse porte não é nada bom. Não é à toa que a crítica europeia não pareceu muito satisfeita com a película, alegando a falta de conteúdo adaptado do livro, como uma abordagem mais política, homossexualidade e principalmente o lado mais psicológico de seus personagens.

No entanto, posso facilmente destacar o belo desempenho do elenco. Tom Hardy, assim como Noomi Rapace estavam impecáveis. Eu fico impressionado com a versatilidade de Hardy como ator. O cara simplesmente se entrega em qualquer papel que ouse fazer. E neste filme não foi diferente. O seu personagem conseguiu passar de anti-herói para o mais aclamado dos mocinhos de uma forma magnífica. Já a bela Rapace mostrou que possui mais conteúdo do que eu pensava, dando um show de atuação e carga dramática em muitas cenas.

O personagem de Gary Oldman teve pouco destaque, mas conseguiu passar o recado. Já Joel Kinnaman (Noites sem Fim), talvez tenha surgido como a grande surpresa do longa. Seu personagem, apensar de também ter sido pouco explorado, brilhou nos momentos cruciais deste suspense. No mais, eu ainda posso destacar a excelente trilha sonora, que elevou o status do filme com toda a certeza.

Resumindo a obra, Crimes Ocultos, filme que poderia ser um candidato nato ao Oscar 2016, sai da corrida devido a problemas nítidos em sua condução. No entanto, a trama vale a pena por abordar um tema bastante sensível, uma realidade que talvez poucos conheçam.

Trailer:

*Crítica também postada no site Blah Cultural

News: Jake Gyllenhaal é um lutador de boxe no trailer de Southpaw

29 mar

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Saiu o primeiro trailer de Southpaw, um drama protagonizado pelo maravilhoso do Jake Gyllenhaal.

No filme, o ator dá vida ao boxeador Billy Hope, um atleta bem respeitado dentro da modalidade esportística. Após a trágica morte de sua esposa Maureen (Rachel McAdams), ele se vê perdido emocionalmente, tendo de arranjar forças para não perder a guarda de sua filha Alice (Clare Foley).

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Southpaw estreia dia 31 de julho nos Estados Unidos. Seu elenco ainda traz nomes como Forest Whitaker, Naomie Harris, 50 Cent, Beau Knapp e Rita Ora.

Sinto cheiro de indicação ao Oscar….

Trailer:

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