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Crítica: Deadpool (2016)

11 fev

 

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Recentemente apareceu a oportunidade de conferir o primeiro filme solo do personagem mais irreverente do Universo Marvel, o mercenário Deadpool.

Deadpool na verdade se mostrou pela primeira vez no ano de 1991 como sendo um vilão em “New Mutants”. Sua personalidade é totalmente diferente da de outros heróis como Capitão América, Thor ou qualquer um dos X-Men. Wade Wilson (Ryan Reynolds), seu nome real, é um perfeito anti-herói, que chegou a sofrer grandes traumas em sua vida como a morte prematura de sua mãe, o alcoolismo do pai, entre outras coisas que o ajudaram a entrar para o mundo do crime.

Além de tudo isso, Deadpool também se destaca por seu comportamento fora do normal, cheio de piadas prontas e quase nenhuma consciência moral. E há quem diga que ele corre pelo lado da pansexualidade, já tendo flertado inclusive com o Homem-Aranha.

O roteiro adaptado por Rhett Reese e Paul Wernick é bastante sucinto no quesito “trama central”. Os cineastas preferiram fazer um mix de coisas que já rolaram com Deadpool nos quadrinhos, a ter de narrar mais um “era uma vez” como geralmente acontece com os títulos da Marvel. Para falar a verdade, isso só torna as coisas mais interessantes para o espectador, pois o filme passa a ficar mais dinâmico, como assim foi.

Com uma narrativa atemporal, o longa acontece quando Wade já está familiarizado com o seu alter-ego em meio à uma missão pessoal. Durante todo o filme, passado e presente são intercalados de uma maneira bastante ligeira, mas ao mesmo tempo totalmente compreensível. A trama se volta para a vingança de Deadpool contra Ajax (T.J. Miller), que na história é quem o transforma no mutante imortal com a promessa de curá-lo de um câncer terminal. O tratamento dá certo, porém o deixa completamente desfigurado e isso o transtorna profundamente, já que o mesmo sente receio de ser rejeitado por sua namorada Vanessa (Morena Baccarin).

Para quem é fã dos quadrinhos e até aqueles que acompanham com certo afinco o Universo Marvel, a trama talvez desaponte um pouco, visto que muitas coisas são embaralhadas para que exista um certo encaixe dentro da 1 hora e 46 minutos que o filme possui. Para quem não sabe, a sinopse da película é baseada no capítulo chamado de “Arma X” nas HQs, um programa de desenvolvimento super-humano administrado pelos governos do Canadá e Estados Unidos, e que também teve como cobaia o mutante Wolverine. Todavia, a luta final contra Ajax, seu relacionamento com a Cega Al, assim como a aparição de Colossus e Negasonic, surgem e se relacionam como se tudo fosse de fato originário de um mesmo período, o que na verdade não é. Mas como a produção não foi feita apenas para os geeks, acho que o resultado final ficou interessante.

Ryan Reynolds depois de ter trocado a DC pela Marvel definitivamente, conseguiu se sair bem como o anti-herói incompreendido. Com seu lado sarcástico e ligeiramente cômico, seu Deadpool conquistou o público, visto que durante a exibição a plateia não parava de rir. Outro ponto alto da obra sem sombra de dúvidas foram as piadas repletas de referências da cultura pop. Uma delas inclusive teve relação com o seu trabalho em Lanterna Verde (2011), fazendo uma analogia com fracasso do filme de Martin Campbell. Devo admitir que algumas piadas não chegaram a funcionar para mim, mas penso que isso seja um tanto quanto subjetivo da minha parte, ou não?

Além do que já foi citado, o longa do herói apresenta algumas cenas de ação bem feitas e intercaladas com o bom humor da trama no estilo “Kick-Ass”. Outros atores como Morena Baccarin, T.J. Miller e Ed Skrein (Weasel) aparecem sem tanto destaque. Já a trilha sonora chega como algo incomum a filmes de ação, porém não para este em específico.

A conclusão a que se pode chegar é que Deadpool é um bom filme, sem sombra de dúvidas, bem superior a outros produzidos pela Marvel, mas não chega a ousar e tenta se adequar ao clichê mundo dos blockbusters. Acredito que o protagonista tem sim bastante potencial e carisma, porém tudo precisa ser levado a sério, principalmente o lado mentalmente instável que ele possui. No mais, a obra garante uma excelente diversão e acredito que vá conquistar o público.

Trailer:

*Crítica também publicada no site Blah Cultural

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