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Crítica: Tomorrowland – Um lugar Onde Nada é Impossível

7 jun

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Depois de tanta expectativa por parte da Disney, ações violentas de marketing, incluindo a exibição de quase 15 minutos do longa em outras sessões, eis que estreia no Brasil a superprodução Tomorrowland – Um lugar Onde Nada é Impossível.

A película que conta com o astro George Clooney como protagonista, vem sofrendo com uma baixa bilheteria desde sua estreia no dia 22 de maio nos Estados Unidos. A coisa é tão feia, que a obra está sendo comparada com o filme John Carter: Entre Dois Mundos (2012), que até então é citado como um dos maiores fracassos da Disney, tendo arrecadado somente US$ 284 milhões, fazendo pouca frente em relação ao custo de sua produção.

Tomorrowland se ambienta em um mundo totalmente futurístico, um lugar onde as coisas parecem mágicas, onde você pode fazer o que realmente quiser. Toda a história começa de fato no ano de 1964, quando o jovem Frank Walker (Thomas Robinson) decide entregar sua invenção, uma mochila voadora, para uma grande feira de novos talentos da tecnologia. A invenção dá errado, porém uma das mediadoras do evento, a menina Athena (Raffey Cassidy), resolve apostar no garoto e entrega-lhe um presente muito especial, um passaporte que dá acesso ao mundo dos sonhos, chamado Tomorrowland.

Alguns anos depois, a bela Casey Newton (Britt Robertson de Secret Circle) começa a investigar uma base da NASA da qual seu pai fora funcionário. Após violar alguns códigos de segurança, ela é presa. Entretanto, ao sair, também é presenteada com algo totalmente surpreendente. É a partir desse momento que a jovem inicia uma investigação de todo aquele seu novo universo. Todavia, não podia imaginar que estaria se envolvendo em algo muito mais profundo do que havia pensado.

Agora falando sobre o que achei do longa, acredito que de fato tenha faltado muito do que a expressão “nada é impossível” vem a representar. Os efeitos especiais foram bons, mas nada que realmente me surpreendesse. Neste quesito eu esperava muito mais da obra do diretor Brad Bird (Os Incríveis), visto seu alto orçamento.

O roteiro de Damon Lindelof (Guerra Mundial Z), coescrito juntamente com Bird, também não apresenta nada de inovador ou interessante. É claro que não dá para fugir de toda aquela velha lição de moral que as produções Disney vêm apresentando ao longo de todos esses anos. As mensagens de positivismo, sustentabilidade e consciência moral estão nitidamente empregadas do início ao fim desta película. No entanto, achei que poderiam ter sido aplicadas de uma forma muito mais emotiva.

A direção de Brad Bird também peca por ter sido fraca demais. Além da falta de boas cenas de ação, no velho e bom estilo Disney de ser, Tomorrowland se perdeu entre o bom discurso e a forma como tudo foi conduzido. Quando de fato você pensa que a história vai engrenar, ela simplesmente acaba. Saí totalmente frustrado daquela sessão.

As atuações são bem medianas. Isso inclui George Clooney, Britt Robertson e o também experiente ator Hugh Laurie (o eterno Dr. House), que interpreta o personagem David Nix. Consigo ressaltar o trabalho da pequena Raffey Cassidy, que só não conseguiu ir mais além devido a fraca direção de Bird.

A trilha sonora do filme também não chega a ser empolgante, ou sequer sua fotografia encanta. No mais, Tomorrowland – Um lugar Onde Nada é Impossível, deveria realmente ter permanecido com seu título original “1952”, pois voltar ao passado, quando tínhamos ótimas produções do estúdio Disney, me parece ser muito mais interessante.

Trailer:

*Crítica também postada no site Blah Cultural

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