Tag Archives: Ação

Crítica: Jogos Vorazes: A Esperança – O Final (2015)

25 nov

jogos

E depois de tanta expectativa, tanta espera, eis que a franquia de Suzanne Collins finalmente chega ao fim com Jogos Vorazes: A Esperança – O Final. Devo admitir que, apesar da saga ser bastante interessante, principalmente no âmbito político, ela não conseguiu se manter e acabou frustrando grande parte dos expectadores com um final totalmente desmotivador.

A verdade é que esta última película estava sendo muito aguardada, pois nela estava concentrada toda a munição que Collins e o diretor Francis Lawrence (Eu Sou A Lenda) haviam guardado depois do anterior ter sido quase que um chá de Rivotril para muita gente. E não devo negar, tivemos sim muita ação, nada se comparado a Maze Runner: Prova de Fogo (2015), claro, porém de certa forma a obra conseguiu prender atenção do público.

O filme começa de maneira repentina, sem uma introdução ou grande abertura, justamente para passar uma sensação de continuidade. Katniss (Jennifer Lawrence) está de volta à sua base aliada, porém tentando se recuperar dos ferimentos causados por Peeta (Josh Hutcherson), que quase a matou estrangulada após despertar de seu transe causado pelas tropas de Snow (Donald Sutherland).

Para mim o grande ponto de Jogos Vorazes é certamente a sua audácia de conseguir trabalhar características sociais e políticas de uma forma instigante e ao mesmo tempo persuasiva, pois a cada cena, a cada acontecimento, os personagens vão tomando forma e tudo parece não fazer mais um grande sentido, nos forçando a realizar uma nova estratégia de escape para que possamos entender o que de fato está acontecendo ali. É uma narrativa transitória que desperta no expectador ou leitor dos livros, uma capacidade de raciocínio lógico que nos eleva a um certo grau de consciência dentro do nosso mundo real. No entanto, o grande problema neste filme é justamente a falta de tempo para que esses por menores pudessem se estabelecer adequadamente. A sensação que pairava era de que seguíamos uma corrida contra o tempo no intuito de que Katniss fosse atrás de sua vingança contra a Capital, mais especificamente contra Snow.

Ao que parece, a união de um jogo de valores, uma trama ágil e ao mesmo tempo persuasiva, características marcantes da saga, deixaram de coexistir de forma tão efetiva em A Esperança – O Final. O que vemos de início é um roteiro focado no “fazer e acontecer”, com pouco brilhantismo na condução de suas ideologias peculiares e ao mesmo tempo sem tanto impacto emocional. Um claro exemplo disso é a forma como a relação do triângulo amoroso entre Katniss, Peeta e Gale (Liam Hemsworth) se desenvolve ao longo do filme. Parece que todo aquele caos sentimental que acontecera nos últimos três longas não valeu de absolutamente nada, pois tudo foi adaptado de forma terrivelmente fria. Em tese isso pode ter sido ocasionado pela tensão pré-guerra em que ambos estavam expostos, porém ainda não encontro uma justificativa plausível para tal.

Outro grande problema de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final foi certamente a quase inexistência de personagens de certa relevância para saga como Johanna Mason (Jena Malone) e Haymitch Abernathy (Woody Harrelson). Malone então teve sua participação reduzida a quase que um trabalho de figuração, uma coisa totalmente patética. Já Herrelson só apareceu realizado pontas em cenas de continuidade. Se isso tivesse acontecido unicamente com o Plutarch do falecido Philip Seymour Hoffman seria compreensível, já que o ator morreu em meio às gravações do filme, mas não foi o que ocorreu.

Quanto as atuações, Jennifer Lawrence esteve bem mediana interpretando a indecisa Katniss Everdeen, suas expressões em certos momentos soavam ou forçadas demais, ou totalmente apagadas. Tá certo que a personagem estava tentando lidar com um grande trauma e a sua situação atual não era das melhores, mas ainda sim senti que faltou um pouco mais de entrega por parte da moça. Nem parece aquela garota que roubou a cena no excelente Inverno da Alma (2011) da diretora Debra Granik. Já ó restante do elenco conseguiu manter um certo nível de equivalência, até porque não houve muito espaço para tantos destaques. Além de Jennifer os que mais apareceram foram Josh Hutcherson, Liam Hemsworth (muito mal aproveitado também diga-se de passagem), Donald Sutherland e Juliane Moore.

Já o ponto forte mesmo do filme foram as cenas de ação, principalmente na luta contra os Bestantes. Algumas sequências foram tão envolventes que até nos fizeram esquecer algumas perdas importantes que ocorreram pelo caminho. A trilha sonora também alcançou um excelente resultando em cima dessas tomadas mais explosivas. Já a fotografia aconteceu de forma simples, sem planos grandiosos ou tão impactantes. Quanto ao roteiro como um todo, eu entendi o sofrimento que seria encaixar tudo aquilo em um único filme até relevei a necessidade de evitar grandes suspenses para o ápice final. No fim ficou tudo muito previsível, mas já era de se esperar.

Jogos Vorazes – O Final com toda certeza não surpreendeu e de fato me deixou com a sensação de “missão incompleta”. Toda essa história de “guardar o melhor para o final” dessa vez não funcionou, ao contrário, acabou até atrapalhando o andamento de uma trama que tinha um grande potencial. O melhor que temos a fazer é idealizarmos a franquia dentro dos dois primeiros filmes. É o que irei fazer.  

Trailer:

*Crítica também postada no site Cabana do Leitor

Anúncios

News: Círculo de Fogo 2 pode não acontecer

16 set

602x0_1371150785

Depois de ter fracassado nos Estado Unidos, Círculo de Fogo (2013) acabou virando um pé no saco para a Universal Pictures, que assim como outras produções que eles possuem juntamente com a Legendary, acabaram tendo de ser repensadas. Dessa forma, a continuação do longa de Guillermo del Toro não deve acontecer tão cedo.

De acordo com o The Hollywood Reporter, Círculo de Fogo 2 foi adiado por tempo indeterminado. A Universal já não acredita mais no projeto, porém a Legendary Pictures deseja realizar mais um filme, devido o primeiro ter sido bem recebido na China, um mercado muito importante para eles.

É de fato uma má notícia, princialmente para del Toro, que já estava trabalhando em uma terceira parte.

 

Crítica: Vingadores: Era de Ultron (2015)

26 abr

528824.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx

Sai da frente que hoje eu tô inspirado e resolvi falar também de Vingadores: Era de Ultron. Na verdade nem acredito que consegui assistir esse filme no dia da estreia, mesmo que tenha sido na sessão de uma hora da tarde, mas consegui!

Esse segundo longa dos Vingadores chegou cheio de expectativas e movimentações dentro do mundo da Marvel. Além disso, tivemos a participação de vários heróis novos como a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson) e o Visão (Paul Bettany). Definitivamente ele precisava arrasar e acho que conseguiu.

Na nova trama, Tony Stark (Robert Downey Jr.) para poder proteger o mundo de futuras ameaças, decide criar um sistema de inteligência artificial altamente capacitado. Só que ele não poderia imaginar que alguma de suas experiências pudesse dar errado. Um programa chamado Ultron (voz de James Spader) começa a criar vida própria e ser capaz de articular um plano para “salvar o planeta terra”. Apenas que o seu tipo de salvação inclui exterminar toda uma população para o renascimento de outra. Então para que a raça humana não seja completamente dizimada, o Homem de Ferro se junta a seus amigos: Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) para enfrentar mais esse perigo.

Como falei anteriormente, nessa película tivemos a aparição da Feiticeira Escarlate e do Mercúrio. Os dois surgiram pela primeira vez em um filme dentro do universo Marvel, na cena pós-créditos de Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014). Talvez tenha sido por isso que o longa pareceu meio que uma continuação desse momento, a partir de um ataque à base da Hydra.

Outra curiosidade sobre Wanda e Pietro é que na verdade eles fazem parte do universo dos X-Men, inclusive o próprio Mercúrio apareceu tanto em X-Men: Primeira Classe (2011), como em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014). E a Fox é quem possui os direitos sobre os heróis do Professor Charles Xavier, tanto que para eles aparecerem nessas produções da Marvel/Disney, tiveram que repensar a condição de “mutantes” para ambos.

Vingadores: Era de Ultron chegou cheio de ação e algumas situações novas, como a relação mais íntima entre a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Bruce Banner (Mark Ruffalo), vulgo Hulk. Os diálogos foram além de inusitados, bem engraçados. Eu particularmente fiquei surpreso, pois não acompanho os quadrinhos e pra mim ela tinha um caso com o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), mas tudo bem (rsrsrs). Aliás isso faz ligação com uma outra surpresa do filme que logicamente não posso revelar agora.

Eu fiquei pensando: não é que essa produção possui uma mensagem por trás de todo aquele “bang-bang” superficial? Pois é! A partir de todo um discurso de paz quase sempre existe uma verdade velada. É interessante traduzir isso para nossa realidade, pois é o que acontece, principalmente quando se trata de algumas religiões. Essas mesmas vivem pregando um mundo menos pecaminoso sob condições absurdas e muitas vezes diminuindo o direito dos outros.

Gostei da direção de Joss Whedon e da agilidade e eficiência com que tudo aconteceu. Só não gostei de terem podado a Feiticeira Escarlate, achei que ela ficou muito contida e não deu pra ter a noção do grande poder que essa menina tem. Só pra você ter uma ideia, existe uma parte nas HQs chamada Dinastia M, em que ela cria uma nova realidade e extermina 99% dos mutantes da terra. A bicha é definitivamente destruidora (ahahaha).

Sobre o efeitos especiais eu particularmente gostei bastante, além da fotografia belíssima. Acho que tivemos uma boa execução e boas surpresas. Recomendo para todos os leitores do Foca na Pipoca!

Trailer:

 

 

News: Johnny Depp aparece irreconhecível no trailer de Black Mass

24 abr

black-mass-trailer-1

Johnny Depp está irreconhecível no primeiro trailer de Black Mass. No longa dirigido por Scott Cooper (Tudo por Justiça), o ator multifaceta interpreta Whitey Bulger, um dos maiores criminosos dos EUA que figurou durante vinte anos na lista do FBI.

Depp aparece totalmente fora de forma, com barriga, dentes mal cuidados, careca e com um rosto bastante envelhecido.

Além do veterano, Black Mass conta com Dakota JohnsonBenedict CumberbatchJoel EdgertonJuno TempleCorey StollKevin BaconAdam ScottJesse Plemons Peter Sarsgaard em seu elenco. Sua estreia está agendada para setembro deste ano.

Trailer:

News: Muita ação no teaser trailer de Missão Impossível – Missão Secreta

23 mar

5156480.jpg-r_x_600-f_jpg-q_x-xxyxx

Tom Cruise está brincando com o perigo no primeiro teaser trailer de Missão Impossível – Nação Secreta.

O quinto filme da franquia de ação só estreia por aqui no dia 13 de agosto, no entanto já podemos ver o que nos espera nesse vídeo de um um pouco mais de 1 minuto, no qual Cruise está do lado de fora de um Airbus A400M a 1500 metros de altitude! O trailer completo será divulgado hoje ainda.

Missão Impossível – Missão Secreta conta com Christopher McQuarrie na direção e um elenco repleto de estrelas como Simon Pegg, Ving Rhames, Jeremy Renner, Alec Baldwin e Rebecca Ferguson.

 

News: 007 Contra Spectre ganha destaque na próxima edição da revista Empire

27 fev

Com estreia marcada para o próximo dia 29 de outubro, 007 Contra Spectre será destaque na próxima edição da revista Empire.

O longa que conta com Daniel Craig interpretando o agente mais mortal de todos os tempos, terá também Dave Bautista fazendo o vilão Mr. Hinx e Léa Seydoux como a Bond girl da vez.

224547.jpg-c_520_690_x-f_jpg-q_x-xxyxx

Na nova trama, Bond terá de lutar com todas as forças para desvendar os segredos de uma organização criminosa, que terá ligação com seu passado. Paralelo a isso, M (Ralph Fiennes) precisará agir para que o serviço de inteligência britânico não seja desativado.

225797

Dave Bautista como o vilão Mr. Hinx

014772

A atriz Léa Seydoux recebendo orientações do diretor Sam Mendes

News: Trailers de Velozes e Furiosos 7 e Jurassic World são divulgados no intervalo do Super Bowl

3 fev

velozes-e-furiosos-7-horz

O último Super Bowl animou não só os fãs mais alucinados da cantora Katy Perry, mas também os apaixonados por cinema. O motivo: durante o intervalo do campeonato esportivo foram divulgados trailers de dois dos longas mais esperados de 2015, Jurassic World e Velozes e Furiosos 7.

Não viu? O Foca na Pipoca coloca tudinho aqui pra você!

Na sétima parte da franquia de Velozes e Furiosos temos novamente muita ação e a aparição do ator Paul Walker, que morreu em 2013 durante as gravações do mesmo.

Já em Jurrassic World temos Chris Pratt lutando contra dinossauros.

Jurassic World estreia dia 11 de junho, enquanto o filme de Vin Diesel está marcado para 2 de abril.

Crítica: Uma Noite de Crime: Anarquia (2014)

25 jan

015135.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx

Desde quando assisti ao primeiro longa lançado no ano de 2013, eu realmente havia gostado bastante da proposta do filme. Eu nunca tinha assistido algo que abordasse uma violência tão visceral, mas ao mesmo tempo bastante humana e até interessante como nesta película. Uma Noite de Crime havia me ganhado.

Pois bem, graças ao bom desempenho do primeiro filme nas bilheterias, o segundo longa logo foi anunciado e, juntos, os dois já arrecadaram mais de US$ 200 milhões, sendo que custaram apenas US$ 12 milhões para serem produzidos. Um sucesso com toda a certeza e isso sem falar que já temos a confirmação de uma terceira parte da franquia que estreia ainda este ano.

Quando soube de Uma Noite de Crime: Anarquia eu pela primeira vez não fiquei preocupado se iriam estragar todo um enredo. Engraçado, não? Pois geralmente tenho um certo pavor quando depois de um bom filme, resolvem estender a coisa com o único intuito de ganhar dinheiro em cima de suas continuações. Daí ficam aquelas produções pobres que aparecem por aí. Mas neste caso eu acreditei acima de tudo, pois o diretor e roteirista do primeiro filme James DeMonaco, havia confirmado estar a frente do trabalho e isso me deu muita segurança. Felizmente não me enganei.

The Purge: Anarchy, título original, retoma todo aquele ambiente destrutivo do primeiro filme, no qual depois de alguns anos após o governo dos EUA ter instalado o dia da “redenção”, que tem como premissa liberar os cidadãos a exalarem seus extintos mais violentos, durante um período de 12 horas consecutivas, os seres humanos aparentam viver em harmonia completa ao longo dos outros trezentos e sessenta e quatro. Bom, tudo poderia parecer muito bem acertado se não fosse uma coisa feita por humanos e os imprevistos da vida. É o que acontece com o casal Shane e Liz, que ficam presos no meio da cidade depois de seu carro ter parado de funcionar a poucas horas de começar a matança; a garçonete Eva e sua filha adolescente que são sequestradas em sua própria residência; ou o Sargento (Frank Grillo) que resolve acertar contas com uma certa pessoa bem no fatídico dia.

A ideia desta obra é brilhante pra mim, pois ela consegue expor tudo o que de mais pavoroso e insano o ser humano é capaz de fazer para alcançar seus objetivos. É triste, mas é a pura verdade! E o longa apenas mostra isso através de uma lente em alta definição. O preconceito, o descaso do governo, uma ambição desenfreada, além de sentimentos como rejeição, culpa, raiva e indiferença fazem parte do universo de Uma Noite de Crime: Anarquia.

Nesta segunda parte James DeMonaco reforçou alguns aspectos abordados no primeiro filme e inseriu outros de uma forma bem concisa, de modo que nada pareceu destoante. Tivemos muito mais cenas de ação, visto que o orçamento do segundo foi maior que o do primeiro, além de belas atuações.

Frank Grillo que interpreta o misterioso Sargento, além da atriz Carmen Ejogo que faz a garçonete indefesa, estão muito bem em seus respectivos papéis.

Uma outra coisa que me despertou bastante atenção nesse filme foi a ideia de “o que seria violência pra você?”. Na verdade é uma pergunta bastante capciosa, visto que cada pessoa, ressalvo o que já temos na constituição de direitos humanos, tem do que seria o significado dessa palavra em suas mentes. Fiquei com esse questionamento depois de uma cena do longa no qual alguns personagens são jogados dentro de um campo de matança, que lembrou de cara aquelas brincadeiras “inofensivas” de paintball, que para mim apenas reforça o extinto violento que existe dentro de cada um de nós. Eu acho aquilo horrível, mas também não posso julgar, pois sou fã de filmes de terror e para muitas pessoas isso também pode ser tratado como algo influenciador (polêmica!).

No mais eu acredito que a película em nada decepcionou, ao contrário, acho que só agregou e até a considero melhor que a primeira. Estou bastante animado com o terceiro filme, principalmente porque DeMonaco estará novamente no comando (eba!).

Trailer:

Focalizando: Os melhores filmes de 2014 por Foca na Pipoca

2 jan

 

f1cd991fd1

Meus leitores queridos, o ano de 2014 acabou, porém nos rendeu alguns bons filmes. Concordo com algumas pessoas de que o ano passado não foi um primor para o mundo do cinema, mas tivemos sim alguns destaques.

Esse post é simplesmente para apontar os melhores filmes que o Foca na Pipoca assistiu neste último ano que passou. Tentei ponderar aqui os 10 mais. Vamos lá!

10º – O Espelho:

Esse filme me surpreendeu bastante ao abordar um terror bem psicológico e sem contar o final que conseguiu não ser previsível. Ganhou meu voto! [Leia a crítica]

09º – X-Men: Dias de um Futuro Esquecido:

Gostei bastante deste último filme da franquia de os X-Men. Achei que conseguiram passar o recado e de uma certa forma revitalizou a saga e um elenco que tinha se perdido em X-Men: O Confronto Final (2006). [Leia a Crítica]

08º – Divergente:

Apesar de seguir quase na mesma linha de Jogos Vorazes, a série da autora Veronica Roth possui uma característica própria e conseguiu criar um universo bastante interessante, principalmente aos olhos de Hollywood. [Leia a Crítica]

07º – Êxodo: Deuses e Reis:

O novo longa do premiado diretor Ridley Scott chegou causando bastante curiosidade e impacto nas bilheterias de todo mundo, e no Brasil não foi diferente. Apesar de alguns percalços, Êxodo conseguiu atingir a minha expectativa. [Leia a Crítica]

06º – Rio 2:

O filme do brasileiro Carlos Saldanha reafirmou o que todo mundo já sabia, que as ararinhas azuis da Cidade Maravilhosa conquistaram o mundo. Saldanha acertou em cheio ao focar sua película em relacionamentos familiares e mensagens ambientais. [Leia a Crítica]

05º – O Lobo de Wall Street:

Apesar de ter estreado em dezembro de 2013 nos EUA,  O Lobo de Wall Street só foi exibido no Brasil em 24 de janeiro de 2014, por conta disso ele está figurando na lista dos dez mais. Afinal, Leonardo DiCaprio estava impagável como o todo poderoso da maior bolsa de valores norte-americana. Isso sem falar da excelente narrativa e de ter coragem abordar assuntos tão polêmicos e de uma forma bastante escrachada. [Leia a Crítica]

04º – The Babadook:

Com uma sinopse completamente clichê, o longa australiano chegou causando ótima impressão perante a crítica, claro que não foi pelo seu enredo, mas sim pela maestria de sua direção e elenco, que souberam trabalhar com primor gêneros como Terror e Drama ao mesmo tempo. Resultado, se tornou uma das boas surpresas de 2014. [Leia a Crítica]

03º – O Grande Hotel Budapeste:

Infelizmente eu não consegui colocar a crítica dele aqui no blog ainda. Eu assisti esse filme há algum tempo a partir de uma indicação de um amigo meu que havia citado maravilhas a respeito do mesmo. E eu como um bom cinéfilo, resolvi apostar. O Grande Hotel Budapeste é certamente um dos melhores trabalhos do ator Ralph Fiennes. Hilário, divertido, interessante, o longa merece certamente uma indicação ao Oscar de 2015.

02º – Drácula – A História Nunca Contada:

O trabalho do diretor Gary Shore foi fundamental para o sucesso desta película. Isso sem contar a bela atuação de Luke Evans na pele do mais famoso vampiro de todos os tempos. Drácula – A História Nunca Contada revitalizou não apenas uma franquia cinematográfica, mas também uma obra literária magnífica escrita por Bram Stocker, que durante anos foi massacrada com péssimas adaptações. [Leia a Crítica]

01º – The Normal Heart:

A maior injustiça desse filme foi que ele foi originalmente produzido para ser exibido na TV. The Normal Heart é sem dúvidas para mim a melhor produção de 2014. Com um elenco repleto de estrelas como Julia Roberts e Mark Ruffalo, o filme do diretor Ryan Murphy conseguiu retratar de uma forma bastante sensível o início da epidemia da AIDS que acometeu a comunidade gay no começo dos anos 80. Destaque para a atuação de Matt Bomer. [Leia a Crítica]

Crítica: Êxodo: Deuses e Reis (2014)

29 dez

exodo_21

Essa foi sem sombra de dúvidas uma das superproduções mais esperadas deste ano, principalmente por se tratar de uma obra dirigida por ninguém menos que Ridley Scott, que já comandou sucessos como Gladiador (2000), Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982) e Prometheus (2012). Quem  já assistiu algum destes que citei sabe do que estou falando. No entanto, será que Scott conseguiu manter sua tradicional qualidade em Êxodo: Deuses e Reis?

Então, vamos começar analisando de forma bastante cautelosa, pois primeiramente se trata de uma obra adaptada de um clássico da literatura cristã, ou seja, da Bíblia. Mexer com algo assim pode causar um grande furor, como o que aconteceu recentemente nos Emirados Árabes, que considerou que o filme não retrata bem os fatos históricos e religiosos, por isso proibiram a exibição do mesmo por lá.

Êxodo: Deuses e Reis conta a história de Moisés, um profeta que nasceu em uma época em que o Egito estabelecia uma prática de genocídio étnico contra os recém-nascidos de pais judeus. Sua mãe, com medo de que a criança fosse morta, o coloca dentro de uma cesta e em seguida a deixa correr com o fluxo do rio para que Moisés pudesse escapar com vida. É então que sem saber de nada, o pequeno garoto é resgatado pela irmã do líder egípcio e cresce dentro do palácio do faraó como um descendente real, até receber o seu chamado de guiar o povo judeu, ou hebreu, como dizem no filme, rumo à liberdade.

Achei acertadíssima a escolha de Christian Bale para o pepel principal. Depois do ator brilhar na trilogia Batman e no ótimo Trapaça (2014), estava na hora dele alcançar outros voos. Bale soube interpretar Moisés sem parecer muito clichê, o que geralmente acontece em filmes desse tipo. Quem eu não achei que foi uma escolha acertada para o papel do líder Ramsés foi o ator Joel Edgerton, que de fato apareceu irreconhecível sem toda aquela pelagem corporal que lhe é convencional, porém esse sim achei que ficou bastante clichê, com todas aquelas caras e bocas de vilões egocentristas e uma interpretação mediana.

Falando sobre outros pontos da película, eu senti que o diretor Ridley Scott pecou um pouco por deixar muitas coisas subentendidas. Parece que pelo fato de ser uma história bastante conhecida pelo público, ele se absteve de alguns detalhes e tentou focar mais nos momentos de ação, do que em pequenos diálogos mais precisos e cruciais para que o público pudesse entender melhor o que se passava, afinal, nem todo mundo conhece a trama bíblica a fundo.

Eu também senti falta de efeitos mais elaborados. Parece que depois de Prometheus (2012), filme que foi bastante elogiado devido a esses truques tecnológicos, o diretor e toda sua equipe ficaram sem um orçamento digno de uma superprodução como essa. Achei que ficou faltando, principalmente na parte onde o Mar Vermelho é aberto por Moisés para que o povo hebreu pudesse passar. Nesse quesito até Noé (2014) conseguiu estar um passo a frente da obra de Scott.

Não vou nem tocar no assunto das alterações quanto a trama em sim, pois isso fica a cargo do roteirista e do diretor, que possuem total liberdade artística de modificarem o quanto quiserem se acharem por bem. Eu, assim como muita gente que cresceu ouvindo essas historinhas bíblicas nas escolas dominicais da vida, identifiquei algumas alterações óbvias, porém não afetou o resultado como um todo, talvez até tenha ficado mais interessante. Está recomendado!

Trailer:

%d blogueiros gostam disto: