Crítica: Pânico Virtual (2011)

26 dez

JmPElj8

Nada melhor do que passar o dia de Natal fazendo o que realmente a gente gosta, não é? Pensando nisso eu resolvi assistir a alguns filmezinhos de terror. Na verdade, de ontem pra hoje fiz quase que uma maratona mesmo. Estava atrasado com alguns títulos e resolvi pôr em dia. No entanto, no meio disso tudo, descobri um que realmente se mostrou bem interessante e resolvi compartilhar aqui com vocês.

O filme se chama Pânico Virtual (Panic Button), ele foi lançado no ano de 2011. É um longa britânico que chegou até a receber algumas boas críticas na época. No entanto, nunca chegou aos meus ouvidos, ou se chegou, devo ter confundido ele com outros filmes do gênero que tiveram essa mesma tradução para o português. Enfim.

Na história quatro jovens ganham a viagem de suas vidas para Nova York, que recebem de cortesia do site de sua rede social favorita, a “All2gethr.com”. Todos a bordo do jato particular são totalmente desconhecidos um para o outro. No entanto, para poderem fazer parte da coisa, eles são convidados a abrir mão de seus telefones celulares e participarem de um voo de entretenimento, envolvendo uma nova experiência de jogo online. O que eles não sabem é que este não se trata de um jogo comum, e presos a 30 mil pés de altitude, todos são obrigados a participar de uma “brincadeira” que poderá terminar definitivamente com suas vidas.

A trama do diretor e roteirista Chris Crow (Devil’s Bridge) é de fato bem interessante, pois traz à tona toda essa necessidade de “vida pública” e tudo o que uma rede social é capaz de fazer na mente de seu usuário.  Para falar a verdade, nem o título original ou o brasileiro dão conta da dimensão dessa sinopse. Com toda a certeza poderiam ter escolhido um nome muito mais atraente para a película.

Apesar de um início talvez pouco animador (aguente firme e não desista antes!), a trama consegue seu ponto chave quando os 4 personagens da história são enclausurados dentro de um avião com pouquíssimo espaço. A partir dali tudo começa a ganhar vida e o atores surgem como o centro das atenções. Apesar de não ter explorado tanto a vida de cada personagem, Crow soube colocar de maneira precisa tudo o que necessitávamos saber para entender as características de cada um. A ideia do jogo foi ainda mais interessante, pois a partir das respostas, compreendíamos um pouco mais da personalidade de todos os envolvidos.

Como foi lançado em 2011, Pânico Virtual chegou em meio ao crescimento exacerbado do Facebook, rede que provavelmente foi a inspiração para o roteiro. A relação da trama com o mundo de hoje, principalmente aqui no Brasil, onde todo mundo parece estar conectado o tempo inteiro em suas timelines virtuais, é quase que direta. Passamos por temas como bullying, necessidade de reconhecimento, baixa estima, voyeurismo e muitos outros. E tudo isso muito bem acentuado através de um clima de suspense que ia crescendo a cada vez que um personagem tomava a cena a partir de um surto brutal.

Qualquer semelhança com filmes como Jogos Mortais (2004), Breathing Room (2008) e outros do gênero não é mera coincidência. Muita coisa do universo desses longas foram essenciais para a construção do roteiro de Panic Button. Todavia, a violência no filme de Chris Crow, digo as cenas pesadas de mortes envolvendo sangue e outros artifícios não aparecem com tanta evidência. O ponto chave do filme é certamente essa linha tênue entre a realidade e a ficção, além da carga dramática de cada personagem.

Por falar nas interpretações, todos os atores envolvidos mostraram a que veio e abrilhantaram ainda mais a película. Destaque para Michael Jibson (Dave), Scarlett Alice Johnson (Jo) e Jack Gordon (Max). A cada cena que surgia eles aparentavam total controle sobre seus personagens e não titubeavam quando era pedido um pouco mais de cada um. De fato os atores britânicos geralmente rendem muito mais do que os americanos, principalmente em filmes de pouca mídia.

Pânico Virtual de fato me surpreendeu e conseguiu ainda por cima um final nada clichê, apesar de não ter sido assim tão impensável depois que você acompanhou toda a trama. É um filme um pouco antigo, mas com certeza vale uma conferida.

Trailer:

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Uma resposta to “Crítica: Pânico Virtual (2011)”

  1. João Marcos julho 16, 2016 às 4:59 am #

    Tadinho do Max
    Morreu injustamnete e foi o que mais sofreu. Todos contra ele.

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