Crítica: Doce Vingança 3: A Vingança é Minha (2015)

19 out

Doce Vingança 3 A Vingança é Minha Poster Filme 2015 Portal do Ultra Luiz Lucas Trajano de Menezes

Um dos títulos mais procurados aqui no Foca na Pipoca, Doce Vingança 2 ganhou uma sequência eletrizante que acabei de assistir neste exato momento. E como hoje é domingão e tô sem nada pra fazer, resolvi expor o que achei dele aqui no blog.

Só para fazer um resuminho básico da franquia, o filme é a terceira parte de uma série de “remakes” que foram iniciados em 2010 com Doce Vingança. A produção de cinco anos atrás é uma refilmagem de um clássico de 1978, intitulado aqui no Brasil como A Vingança de Jennifer (I Spit On Your Grave), que chocou o mundo em sua época de exibição. Depois dessa nova adaptação ter conseguido algum sucesso, sendo considerada por muitos até mais brutal e perturbadora que o original, os estúdios que não são bobos nem nada, resolveram apostar em mais dois longas inspirados na trama anterior.

Em Doce Vingança 3: A Vingança é Minha, temos a personagem Jeniffer Hills (Sarah Butler) de volta e tendo de se confrontar com seus traumas devido à violência sofrida no passado. Jennifer decide então entrar para um grupo de apoio dedicado às vítimas de abuso sexual. Depois de receber a terrível notícia do assassinato de sua amiga, e também da impunidade de seu assassino por falta de provas, ela decide por si mesma colocar as coisas em seu devido lugar.

O filme é claramente uma total menção ao movimento feminista que vem ganhando força nos últimos tempos. É claro que ser feminista não é sair por aí matando tudo quanto é tipo de cara escroto que aparece na nossa frente, mas digo em relação ao que as mulheres tem de aguentar devido a nossa sociedade extremamente machista. Toda a atmosfera da película é centrada na “fragilidade” feminina. A sensação que temos é que de fato não existe nenhum homem bom, ou os que aparentam ser, no fundo são lobos em pele de carneiro. Além disso, todo o sistema contribui para que as mulheres se sintam ainda mais indefesas. Então, o que resta? Resta cada uma tomar as rédeas da sua vida e resolver os seus problemas por si mesma, assim como Jennifer fez (não da mesma forma, tá!).

Se de um lado temos moças dispostas a não se fazerem de coitadinhas, do outro também existem aquelas que preferiram abdicar de sua total liberdade para viverem uma mentira. No longa temos o caso de uma menina que reclama de ser abusada pelo padrasto, enquanto sua própria mãe finge não saber a verdade para continuar vivendo seu “casamento perfeito”. Esta situação ainda é mais comum do que muitos imaginam, infelizmente.

De fato, Doce Vingança 3 ainda é inferior a seus antecessores, mas conseguiu se destacar pela forma como sua trama foi conduzida, deixando a surpresa para o final, ou até mesmo antes para os mais atentos em certos detalhes. Devido a seu pequeno orçamento, o longa resolveu não apostar em mortes mais elaboradas, optando mais pelo “arroz com feijão”, ou seja, em truques mais efetivos utilizados nos filmes anteriores para chocar e despertar a atenção do público.

Sarah Butler retornou ainda melhor para esta continuação. Sua personagem, apesar de assustada e tendo de usar roupas mais comportadas para passar a sensação recato, também permaneceu inconformada com tudo aquilo que lhe havia acontecido. Por causa das cenas atemporais, algumas coisas poderiam passar desapercebidas pelo público, mas para os mais atentos a atriz esteve sempre atuando de forma efetiva em cada cena. As melhores partes, é claro, são quando ela vira “porra loca” e resolve colocar tudo abaixo (hehee). Como esquecer aquele olhar de “bicha, a senhora é destruidora mesmo” ? …..Não, não dá! (rsrsrs).

Outras boas surpresas foram as participações de Jennifer Landon como a ousada e inescrupulosa Marla e Doug McKeon interpretando o inconformado Oscar. Ambos souberam passar uma grande verdade a partir de seus personagens e roubaram a cena em certos momentos.

Doce Vingança 3: A Vingança é Minha como disse anteriormente, não supera os dois primeiros, mas consegue ser uma boa continuação. Apenas senti falta de um pouco mais de suspense, o que poderia suprir a falta de orçamento, mas mesmo assim o diretor R.D. Braunstein fez um bom trabalho. Então fica aí a dica para quem quiser assistir.

Trailer:

Anúncios

Uma resposta to “Crítica: Doce Vingança 3: A Vingança é Minha (2015)”

  1. Eduardo outubro 11, 2016 às 5:13 am #

    Só lembrando que dos policiais, a policial feminina queria mais é ferrar com a Jeniffer, e sempre se mostrou uma escrota com as verdadeiras vítimas (inversão de valores), enquanto o policial se mostrou um papel mais ponderado e ele mesmo que salva a vida de Jeniffer no final. Então, mostra bem sim como é o ”feminismo” atual: um antro de hipocrisia.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: