Crítica: A Entidade 2 (2015)

8 set

a entidade 2

Sabe quando você cria preguiça de fazer algo, por que, sei lá, não te deu empolgação? É o que eu senti depois de assistir A Entidade 2. A preguiça foi tanta, que quase não quis escrever sobre ele, mas vamos lá!

Eu adoro filmes de terror e até gostei do primeiro, mas definitivamente essa continuação não foi das melhores. Em A Entidade 2 a história gira em torno do drama de Courtney (Shannyn Sossamo), mãe de dois garotos e que aparenta estar fugindo de um problema muito sério. Para despistar seus inimigos, ela resolve se hospedar em uma casa abandonada deixada por um amigo. O único problema é que aquele lugar esconde segredos terríveis do passado, e que podem colocar sua família em perigo.

Vamos começar pelo roteiro de Scott Derrickson e C. Robert Cargill. Com uma história fraca e totalmente inacabada, os cineastas até tentaram sugerir alguma coisa substancial, colocando um pouco de drama em meio a toda aquela atmosfera fantasmagórica, mas o tiro saiu pela culatra. A impressão que ficou foi de uma trama totalmente superficial, com ganchos frouxos e ruas sem saída.

A ideia de sobrepor o que seria real às visões dos personagens de Robert Daniel Sloan e Dartanian Sloan também foi fracassada. Com efeitos especiais completamente irrisórios, a película acabou ficando com cara daquelas produções de terror do tipo “B”. Alguns outros pontos que me incomodaram bastante foram os cortes repentinos que acometeram várias cenas durante a película, principalmente em seus minutos finais. A direção de Ciarán Foy (Citadel) parecia estar totalmente sem rumo, orçamento ou paciência para dar continuidade à algumas sequências.

Considerando alguns pontos positivos, devo ressaltar que gostei da atuação de James Ransone, que no primeiro filme teve pouco destaque, mas que dessa vez conseguiu se sobressair como um dos protagonistas. Apesar da história de seu personagem também ter sido prejudicada pelo baixo orçamento da película, Ransone brilhou impondo um jeito estranho e ao mesmo tempo fofo e desajeitado para o ex-policial. Com algumas facetas ligeiramente cômicas, o ator tratou de fazer com que seu personagem conseguisse ganhar o público.

Já a bela e Shannyn Sossamon, que não aparecia em um longa-metragem desde 2012 com The End of Love, também foi bem como a mãe fugitiva de A Entidade 2. O fato é que o papel não pedia muito dela-na verdade poderia se a história tivesse tomado um rumo melhor-, mas conseguiu passar no teste e só precisou aparecer, ora como uma mulher obstinada, ora como uma esposa submissa e com medo de enfrentar os problemas da vida

Dentro de minhas considerações finais só posso dizer: se depois de ler essa crítica você chegar a conclusão de que vale à pena assistir ao filme. Boa sorte!

Trailer:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: