Crítica: Sobrenatural: A Origem (2015)

3 ago

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Sobrenatural: A Origem finalmente chegou aos cinemas brasileiros. E eu, que sou claramente um fã da franquia, desde o primeiro filme em 2010, não podia ficar de fora dessa. Quando o primeiro longa foi lançado, lembro que o assisti pelo menos umas 3 vezes no cinema. De fato, essa primeira experiência me marcou bastante, assim como aconteceu com Extermínio 2 (2007).

Dessa vez, a franquia que anteriormente fora dirigida pelo grande James Wan, ficou a cargo do também talentoso Leigh Whannell, criador de todo esse universo macabro. O nome de Whannell pode parecer estranho para alguns, mas além de roteirizar e atuar em todos os três longas da franquia Insidous, o cineasta também já fez muito barulho em  Jogos Mortais, além de ter escrito outros títulos como Gritos Mortais (2007) e Cooties, um filme de zumbis, com comédia e terror, que estréia 18 de setembro nos Estados Unidos, mas que já deu as caras por lá no Sundance Film Festival, em janeiro deste ano.

Nesta terceira parte, titulada como “a origem”, a premissa era contar o que havia ocorrido com Elise (Lin Shayne) antes do caso da família Lambert. Na verdade, a gente meio que já sabia a ligação que ela tinha com a mãe de Josh (Patrick Wilson), mas precisávamos de algo mais profundo. Na nova trama, a jovem Quinn (Stefanie Scott), determinada em fazer contato com sua mãe já falecida, resolve procurar Elise (Shayne), uma paranormal já conhecida por seus trabalhos no ramo. No entanto, a médium repara que existe algo muito estranho assombrando a menina. Elise identifica que quando a garota chama por sua mãe, outras entidades podem ouvir, e nem sempre elas são amigáveis. O drama se instala quando esse espírito do mal decide se aproveitar da ingenuidade de Quinn, para possuir seu corpo e levá-la para o mundo dos mortos. A partir desse momento, Elise, Specs (Leigh Whannell), Tucker (Angus Sampsom) e a família da jovem, juntam seus esforços para trazê-la de volta.

Sobrenatural é uma franquia que vem conseguindo uma linearidade dentro do que se propõe a fazer, pois nunca decepciona ao ponto de estragarem tudo. Na verdade, isso se deve aos trabalhos em conjunto de toda a produção, principalmente de Whannell e James Wan, que estão juntos desde o primeiro filme. Além disso, como Leigh é um declarado fã de filmes de terror, isso acaba se tornando um “plus” para o resultado final.

Insidious: Chapter 3, título original, é um filme que consegue se manter dentro de tudo o que já vimos acontecer. Com cenas escuras, planos fechados e a excelente trilha que lhe é particular, a película consegue arrancar bons sustos do público. O roteiro também chega a ser interessante, apesar de um pouco desgastado, devido às tramas anteriores, mas a ligação que Whannell conseguiu fazer entre todos o longas da franquia, e de forma bem sutil, elevou Sobrenatural – A Origem a um outro patamar.

Apesar de parecer uma coisa idiota, os elementos de comédia , como algumas situações e falas da personagem de Lin Shayne durante a trama, serviram para aproximar o espectador e criar uma ligação de identificação com a heroína da história. No final a gente acaba meio que torcendo por ela mais do que devia (heheheh). Isso inclusive foi bem trabalhado, pois não chegou a tirar o tom mais sério da película, apenas acrescentou um algo a mais.

As atuações estão bem colocadas, mas sem nenhuma surpresa. Apenas achei Shayne um pouco forçada em algumas cenas, principalmente às que mostravam o desenvolvimento de seu drama pessoal. Nada que oferecesse perigo ao conjunto da obra.

Sobrenatural – A Origem não chega a ser uma grande surpresa, mas serviu como um bom prólogo para as tramas anteriores. Todavia, se você que ir assistir a um bom filme de terror, é uma ótima pedida. Vá, leve seus amigos e se divirta bastante! 😉

TRAILER:

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