Crítica: Carrossel – O Filme (2015)

27 jul

carrossel

Transmitida no Brasil entre o período de 20 de maio de 1991 a 21 de abril do ano seguinte pelo SBT, a telenovela mexicana Carrossel conquistou uma geração de crianças e adolescentes que cresceram assistindo as aventuras da turma da doce Professora Helena.

Com Carrossel, muitos dos jovens e adultos de hoje aprenderam a adquirir um pouco de paciência com o Cirilo, que a maldade não compensa com a Maria Joaquina, e que travessuras, como as do Paulo, as vezes possuem certos limites.

A novelinha infantil fez tanto sucesso, que chegou a ganhar outras continuações como Carrossel das Américas (1992), Viva às Crianças! – Carrossel 2 (2002 – 2003) e por fim uma versão com atores brasileiros no ano de 2012, totalmente produzida pelo canal de Silvio Santos.

Com essa versão tupiniquim, o sucesso que já era previsto, acabou se confirmando e o folhetim alcançou uma audiência bastante satisfatória para o SBT, assim como um grande faturamento com produtos licenciados e uma nova legião de fãs mirins completamente apaixonados. O estrondo foi tão grande, que não demorou muito para realizarem uma adaptação cinematográfica da trama infantil.

Sem a presença da Professora Helena, o filme contou com todo o elenco infantil da versão brasileira como Maísa Silva, Jean Paulo Campos, Larissa Manoela, entre outros. Na trama, os alunos da Escola Mundial viajam para o acampamento de férias Panapaná, que pertence ao avô de Alícia (Fernanda Concon). Em meio a grandes aventuras, os pequenos precisam juntar todas as suas forças para que o sítio não seja vendido para o vilão González (Paulo Miklos) e seu fiel escudeiro Gonzalito (Oscar Filho), que pretendem transformar o lugar em uma fábrica poluente.

O roteiro de Márcio Alemão, Mirna Nogueira e Erez Migron é totalmente simples e sem maiores surpresas, assim como toda e qualquer novela mexicana, mas considerando que se trata de um longa infantil, voltado essencialmente para crianças, achei a proposta bem condizente. As mensagens de “amizade” e “consciência ambiental” embutidas dentro da trama, fazem todo o sentido com a realidade de hoje em dia, onde as crianças parecem estar mais individualistas e apegadas ao mundo digital do que nunca.

Já a direção de Alexandre Boury (Um Anjo Trapalhão) e Maurício Eça (Apneia), também não chega a decepcionar a ponto de transformar o filme em algo ruim. Na verdade, ambos até conseguiram trazer para a película toda a atmosfera adquirida ao longo da novela. Só sinto que talvez eles tenham tido um pouco de trabalho para aquietar toda a euforia daquele elenco estreante no cinema. Eu achei que poderiam ter entrado um pouco mais dentro daquele universo travesso de uma colônia de férias, e que faltou um pouco mais de drama em algumas cenas. Todavia, tirando isso, algumas câmeras tremidas e certos efeitos amadores, o resto ficou tudo dentro do esperado.

É engraçado como algumas crianças evoluíram com o tempo, assim como Fernanda Cocon, Thomaz Costa, Lucas Santos e Nicholas Torres. Todos esses amadureceram, tanto fisicamente, como profissionalmente. Se tornaram mais seguros em cena e dominaram seus personagens. Já outros, como Larissa Manoela, João Paulo Campos e Maísa Silva continuam estagnados no tempo e ainda soam inexperientes demais.

Agora sobre o elenco adulto, tenho que dizer para o Paulo Miklos nunca desistir da carreira de cantor, pois atuando ele definitivamente não é um primor. O vocalista da banda Titãs soa forçado e caricato demais em todas as suas cenas, um horror! Já Oscar Filho, digo que até me surpreendeu no bom sentido. O ex-CQC estava bem caricato, mas acertou do começo ao fim. Penso que esta boa atuação se deve ao trabalho em conjunto de Eça e Boury.

Concluindo, Carrossel – O Filme definitivamente não se compara a uma produção Disney, mas consegue extrair os melhores elementos da TV para as telonas. Acredito que seja uma boa opção para a criançada nessas férias de julho.

Trailer:

*Crítica também postada no site Blah Cultural

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