Crítica: Divã a 2 (2015)

14 maio

diva

Na semana passada tive a oportunidade de assistir Divã a 2, longa que, em tese, seria a continuação de Divã (2009), filme estrelado pela atriz brasileira Lília Cabral. Você pode estranhar, mas a obra dirigida por Paulo Fontenelle (Se Puder… Dirija!) não tem nada a ver com a película de seis anos atrás. Eu explico!

Na verdade, Divã a 2 foi justamente pensado para não se parecer em nada com o filme de José Alvarenga Júnior. No entanto, o que ficou foi apenas a identidade visual da obra e a figura do psicólogo, juntamente com a velha e conhecida cadeira de pensamentos chamada divã. Por isso não façam comparação, pois não tem nem como.

Pronto! Confusão esclarecida, agora vamos falar sobre o filme de fato. Divã a 2 aborda a história de Eduarda (Vanessa Giácomo), uma ortopedista mãe de Benjamin (David Oliveira) e casada com o produtor de eventos Marcos (Rafael Infante) há dez anos. Sentindo que seu relacionamento anda de mal a pior devido a rotina, o casal resolve investir em sessões de terapia para ver se a situação melhora. O único problema é que durante o tratamento ambos resolvem se separar de vez. A partir daí os dois começam a sair sozinhos, com Marcos apostando em sua fama de garanhão e Eduarda tendo a sorte de talvez ter conhecido o homem que pode mudar sua vida.

Vamos por etapas, pois, primeiro, eu preciso falar sobre as atuações. Pelo amor de Deus! O que foi o desempenho do Rafael Infante? Eu até hoje estou tentando entender o motivo de terem escolhido esse menino para protagonista desta película. Assim, eu já não o acho um bom comediante e de tudo que já vi ele fazendo, acredito que pouquíssimas coisas são consideráveis. A começar pelo fato do mesmo parecer não ter dicção. Definitivamente eu não entendo nada do que ele diz. Outra coisa que é que Infante não possui qualquer tipo de carga dramática. Not today!

Agora falando sobre a mocinha da história, a bela Vanessa Giácomo. A estrela de novelas da Rede Globo, mais conhecida como a “menina remake” por sempre aparecer em novas montagens de folhetins antigos, também não convenceu. A atriz está totalmente apagada nesse papel, sua personagem não possui carisma e, em alguns momentos, me lembrou qualquer uma daquelas mocinhas de pouca expressão oriundas de dramalhões mexicanos. Todavia, eu ainda consigo salvar a atuação de Fernanda Paes Leme, que interpretou Isabel, melhor amiga da personagem de Giácomo na trama. Ela trouxe um frescor e uma leveza para o filme, fazendo com que as cenas em que a mesma aparece tenham sido as melhores partes desta película.

A direção de Paulo Fontenelle também não foi das melhores. Faltou aquele ápice que as típicas comédias dramáticas brasileiras possuem. O roteiro é bem pobre e feito sem qualquer supervisão. A fotografia também não foi o forte do longa ou qualquer tipo de trilha, ou parte técnica. A verdade é que tudo ficou com cara daquelas séries globais mal produzidas e encenadas. Uma perda de tempo.

Divã a 2 definitivamente não emplacou e apenas me deixou com saudades da obra de 2009, mesmo que não caiba qualquer tipo de comparação. Nesse caso eu prefiro a onda do “Vale A Pena Ver de Novo”.

Trailer:

*Crítica também postada no site Blah Cultural

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