Crítica: Dead Rising: Watchtower (2015)

20 abr

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Hoje vamos falar de Dead Rising: Watchtower. Não sabe do que se trata? Bom, eu explico! Esse filme é baseado no game de mesmo nome, um sucesso da Capcom lançado no ano de 2006 exclusivamente para o Xbox 360. Ele é totalmente no estilo “survival horror”, ou seja, bem parecido com outros games do gênero como Resident Evil e Silent Hill.

Dead Rising possui grande influência dos filmes de zumbis da década de 60 e 70 do magnífico George Romero. O game foi idealizado pelo japonês Keiji Inafune (ah, mas é claro!) e desde seu lançamento recebeu ótimas críticas.

Diferente do jogo, onde o protagonista da história é o fotojornalista Frank West, na película o foco principal está em cima dos personagens Chase Carter (Jesse Metcalfe), Crystal O’Rourke (Meghan Ory) e Jordan (Keegan Connor Tracy). Carter e Jordan são repórteres de uma rede televisiva e são enviados para cobrir a real situação de um centro de quarentena, onde as pessoas infectadas pelo vírus zumbi estão sendo tratadas a partir de uma vacina chamada Zombrex. O problema se instala quando em um determinado momento o procedimento parece não surtir mais efeito e o governo americano decide bombardear o centro para eliminar qualquer chance do vírus se espalhar.

Definitivamente eu não sou um fã do game, ou sequer joguei alguma partida, porém sou fanático por filmes de zumbis. E o que mais gostei em Dead Rising: Watchtower foram as tiradas de comédia e o seu lado crítico bem humorado. Achei bem interessante a maneira como conseguiram introduzir o personagem Frank West, que no longa está sendo interpretado pelo ator Rob Riggle. West aparece já com sua fama consolidada dando entrevista para uma âncora de um jornal televisivo. Os dois tecem comentários sobre a situação do centro de quarentena e a todo momento vemos uma intenção do diretor Zach Lipovsky de confrontar a ficção com a nossa realidade. Além disso, ao longo da trama temos outras sacadas ótimas como a de “Deus odeia os zumbis”, que poderíamos perfeitamente fazer uma ligação com o preconceito que minorias sofrem a todo momento em nosso mundo real.

Eu achei que o “time” de comédia da película estava perfeito. Lipovsky soube adequar a marca registrada do game sem apelar para exageros. Tudo ficou muito bem encaixado. Tinham cenas em que eu simplesmente não conseguia parar de rir. E o engraçado é que esses ataques de risos se davam quando a adrenalina do filme estava no seu auge. Gostei demais!

Falando dos atores não tenho do que reclamar. O lindo do Jesse Metcalfe estava muito bem como o ambicioso Chase Carter, além de Keegan Connor TracyMeghan Ory que souberam impor o tom certo de suas personagens. Agora tenho de destacar a participação de Riggle como Frank West contracenando com a bela Carrie Genzel. O que foi aquilo? Maravilhoso! A química entre os dois estava perfeita, os sarcasmos, as indiretas foram o ponto alto da trama sem dúvida alguma. Em um certo momento achei que estivesse assistindo ao programa Superpop da RedeTV! (no melhor sentido). Muito bom!

No mais consigo destacar a ótima trilha e as mensagens apocalípticas que fazem menção a toda aquela história bíblica sobre a marca da besta. Não sei se o roteirista Tim Carter é ligado à religião, mas senti que isso ficou bem claro. Bom, isso eu deixo para quem acredita. A minha parte foi a de expor aqui os melhores momentos desta adorável película. Recomendado!

Trailer:

 

 

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