Crítica: Cinquenta Tons de Cinza (2015)

20 fev

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Chegou a minha vez de falar sobre o filme mais comentado dos últimos meses, o longa queridinho da mulheres, Cinquenta Tons de Cinza.

Como havia dito anteriormente, eu logicamente preferi ver A Casa dos Mortos primeiro, pois sabia que esse tipo de literatura fantasiosa não iria me agradar tanto. Estava certo.

Cinquenta Tons de Cinza como eu já previa, é uma adaptação fraca de um livro que só realmente funciona para mulheres, o que não é o meu caso. Daí preferi não criar expectativas, pois nem tinha como.

A trama da autora E.L. James conta a história de Anastasia Steele (Dakota Johnson), uma recatada estudante de literatura inglesa de 21 anos, que mora com sua irmã em um pequeno apartamento na cidade de Seattle. Devido sua irmã ter pego uma gripe, Anastacia é quem fica encarregada de entrevistar o badalado empresário Christian Grey (Jamie Dornan) para o jornal da faculdade. Daí logo no primeiro encontro, Grey e Anastacia iniciam um intenso jogo de sedução. Ele com todo seu charme e dinheiro e ela com seu jeito literalmente virgem de ser.

Lendo essa sinopse dá pra confundir com toda a certeza a trama de E.L. James com qualquer outra escrita pelo também escritor Nicolas Sparks, sem tirar nem pôr. É algo totalmente clichê, água com açúcar, beirando ao infanto-juvenil. Não é atoa que a própria autora se baseou na saga de o Crepúsculo para escrever Cinquenta Tons de Cinza.

Entretanto, acredito que o grande erro dessa adaptação foi ter tido Jamie Dornan como o escolhido para interpretar Christian Grey. Jesus! Quem em sã consciência iria escolher um homem com cara de bebê para interpretar o Don Juan masoquista do século XXI? Definitivamente teria de ser um ator com a dita feição de cafajeste e por favor!! Pelos, muitos pelos!!! Mesmo que no livro ele não tenha, mas como nem a cor do cabelo do personagem foi respeitada, o que custava um pouco de pelugem, não é mesmo? (hehehe).

Além disso, se a intenção era trazer para o cinema uma história de masoquismo com todas as suas pompas, não tem menor cabimento ficarem só nos tapinhas maternais de “eu não te falei?”. Aquilo foi vergonhoso, pelo menos pra mim. Quando um diretor se propõe a representar uma trama literária no cinema, a ideia é fazer como que a imaginação, ou pelo menos a ideia daquilo retratado na mente do leitor, seja caracterizada de algum modo. Todavia nada disso aconteceu e ficamos apenas nas preliminares e novamente tendo de contar com a nossa imaginação.

Na verdade a única coisa que de fato chamava atenção no Mrs. Grey era todo aquele charme que o seu dinheiro conseguia comprar. Qualquer coisa além ficava a cargo da minha própria imaginação.

Acho que as únicas coisas acertadas nesta película foram a fotografia, que estava belíssima e a trilha sonora, que conseguiu se alinhar com a proposta do longa. Fora isso, a senhora Sam Taylor-Johnson vai precisar rodar muita casa de pegação pra conseguir acertar em Cinquenta Tons mais Escuros.

Trailer:

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