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Crítica: Km. 0 (Kilómetro Cero) (2000)

11 jul

 

Km0

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ai gente, sabe quando você está deitado em sua cama e acaba de acordar de mais um dia de férias e não tem nada pra fazer? Então, resolvi dedicar novamente o meu tempo assistindo a essa película espanhola preciosa, que por um acaso encontrei no Youtube.

O filme se chama Km. 0 (Kilómetro Cero), uma deliciosa comédia espanhola com algumas pitadas de drama, dirigido por Yolanda García SerranoJuan Luis Iborra. A princípio, quando o encontrei na web, ele me veio com a identificação de ser um filme de temática gay, o que não é mentira, porém não se trata de apenas isso. Esta película abrange muito mais do que uma categoria ficcional, ela é certamente um adendo à belíssima poesia espanhola e ao excelente diálogo do cinema Ibérico.

Em uma trama bastante rica e muito bem trabalhada como só o cinema espanhol sabe fazer, os 14 personagens que dão luz ao belo cenário de Madrid, possuem seus destinos cruzados a partir do grande trabalho realizado por Serrano e Iborra. Marga (Concha Velasco), uma dama da alta sociedade que cansada de ser esnobada por seu marido, resolve ir procurar diversão fora de casa com um garoto de programa chamado Miguel (Jesús Cabrero); do outro lado, Pedro (Carlos Fuentes) é um aspirante diretor de cinema que resolve ir de encontro com Silvia (Mercè Pons), uma atriz amiga de sua irmã. Por sua vez, Silvia, indo de encontro com o rapaz, esbarra com Gerado (Georges Corraface), um renomado diretor de teatro com quem não mede esforços para ser notada. E não podemos esquecer de Tatiana (Elisa Matilla), uma prostituta que recebe uma ligação de Sergio (Alberto San Juan), que pressionado devido à proximidade de seu casamento, resolve procurar uma profissional do sexo para acalmá-lo. E para finalizar ainda aparece Máximo (Armando del Río), um jovem gay que marca uma pegação com o dançarino Bruno (Victor Ullate Jr.) pela internet, que por casualidade do destino, o último acaba conhecendo Benjamin (Miquel García Borda), outro jovem também gay, que divide o apartamento com Miguel.

O interessante é saber que todos eles resolvem marcar seus compromissos em horários parecidos e no mesmo lugar, no Kilómetro Cero, um famoso ponto turístico de Porta do Sol (Madrid). Daí ao longo da trama, nada obviamente dá certo, pois cada um se desencontra com os seus ideais e por acaso se esbarram com os dos outros. É uma confusão que só!

O trabalho é realmente tão bem feito, que até personagens que inicialmente não teriam o porque de se encontrar com o resto do grupo, aparecem como um complemento posteriormente. É o caso de Roma (Cora Tiedra), uma adolescente apaixonada por Mario (Tristán Ulloa) que é noivo de Amor (Silke), irmã dela, e que entram no tabuleiro e apimentam ainda mais a história.

O que mais me impressionou foram realmente os diálogos e as interpretações. São cenas preciosas que de tão simples, acabam nos envolvendo por inteiro. Achei que o trabalho minimalista dos diretores, focando na realidade e o caos de uma cidade grande como Madrid, foram essenciais para trazer à tona a alma da película. Desse modo, dá pra ver que mesmo os ditos países desenvolvidos da Europa, também possuem uma população que têm dívidas, que vivem em apartamentos minúsculos e que sofrem com o calor e muitas vezes sem ar-condicionado.

Eu fiquei totalmente encantado e me senti tão feliz, que depois de assisti-lo, esqueci todos os meus problemas que estavam me afligindo naquele momento. Ainda preciso citar a preciosidade da comédia ligeira, quase que despretensiosa do filme, focando principalmente nas características de cada personagem. É realmente um trabalho incrível, vocês precisam assistir!

Trailer:

 

Aqui o link do filme no Youtube com legenda para quem quiser assistir online 😉

 

 

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