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Crítica: Cabana do Inferno 3: Paciente Zero (2014)

2 jun

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E chegamos na terceira parte de uma das franquias de terror mais toscas dos últimos tempos. Mas que fique claro, dizer que é tosco não é necessariamente dizer que é ruim, afinal, tudo depende da proposta do longa e de como ele é conduzido.

Cabana do Inferno 3: Paciente Zero (Cabin Fever 3: Patient Zero) surge com a missão de contar como surgiu o vírus devorador de carne humana, que teve sua primeira aparição em Cabana do Inferno (2002), longa dirigido por Eli Roth e depois com uma continuação pouco memorável em Cabin Ferver 2: Spring Fever ou Cabana do Inferno 2 (2009).

Digo logo, que este terceiro longa superou bastante minhas expectativas e talvez seja até melhor que o primeiro. Desta vez a direção ficou por conta de Kaare Andrews (The ABCs of Death) e o roteiro nas mãos de Jake Wade Wall (Quando um Estranho Chama), que souberam trazer o limite certo para a obra. Desde o suspense até o elemento “Trash”, que é a marca registrada da franquia, tudo ficou na medida certa e acompanhou a atmosfera da trama.

Como informei antes, a película tenta apresentar ao público como surgiu o vírus que consome todo o tecido do corpo humano, deixando seus hospedeiros em um estado de necrofilia. Na trama, Porter (Sean Astin) é um homem que sobreviveu a um surto do vírus que devastou centenas de pessoas em um determinado local. Quando ele é encontrado por uma equipe de cientistas, o mesmo é isolado em um laboratório dentro de uma ilha para o estudo de uma possível cura da epidemia. Atrelado à sua história, Marcus (Mitch Ryan), um jovem americano que está prestes a se casar com Kate (Claudette Lali), filha de um magnata caribenho, resolve realizar sua despedida de solteiro em um passeio até a tal ilha onde Porter encontra-se enclausurado, é claro, sem saber de nada. Seu amigo Dobs (Ryan Donowho), seu irmão Josh (Brando Eaton) e a namorada Penny (Jillian Murray) são suas companhias. Entretanto, quando a situação foge ao controle, todos precisam lutar e descobrir a melhor forma de salvar suas vidas e sair daquele local.

Vamos lá, considerando todos os elementos e a proposta do longa eu realmente o considero um bom filme até. Ele não assusta, é óbvio, mas garante bastante diversão. A direção de Andrews fica evidente nos momentos mais sanguinários da película e é potencializado com uma linha mais “Trash”. As sequências de humor também são um outro ponto forte da obra, que chega a apelar para uma bizarra luta feminina sendo finalizada, acreditem, com um consolo (ahahahah). É bem tosco, mas como falei não é necessariamente ruim, ao contrário, talvez esse seja um dos pontos mais altos do filme, que inclusive me lembrou uma hilária sequência de Arraste-Me para o Inferno (2009).

Falando sobre as atuações, tipo, não tivemos nenhuma grande surpresa, até porque a trama não desafia muito, mas também não houveram desastres. Todos os atores se comportaram de acordo com o que os seus personagens pediam. Apenas senti falta de algumas sequências mais eletrizantes, uma trilha sonora que impactasse e mais sustos. No entanto, a obra compensou nos efeitos, principalmente na maquiagem usada para deformar os corpos de alguns personagens, o que na verdade trouxe um ar bem mais profissional para o longa.

Bom, do que eu na verdade não gostei muito foi que algumas coisas pareciam um pouco obscuras demais para um filme que tinha a intenção de revelar o estopim da história. Posso dizer que o final também não me agradou tanto e que poderia ter sido um pouco melhor, mas Andrews não deixou de preencher as lacunas, mesmo que de um forma aparentemente mais improvisada.

Deixo aqui a minha sugestão para os amantes do gênero e digo também que este não foi o último filme da franquia, pois Cabin Fever: Outbreak já está em pré-produção. Que siga la tradición!!!

Trailer:

 

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