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Crítica: Godzilla (2014)

25 maio

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Nossa! Quando se fala em Godzilla, logo me vem à mente uma criatura gigante, que sai deixando um rastro de destruição por onde passa. É a de vocês também?

Minha primeira experiência com esse monstrengo não foi exatamente com o longa japonês de 1954, que arrebatou multidões e se tornou um clássico do cinema mundial desde então. Na verdade, eu o conheci no ano de 1998, com o remake dirigido por Roland Emmerich. Lembro muito bem, pois era uma época em que Titanic (1997), de James Cameron, estava a todo vapor na bilheterias de todo o Brasil, e meu pai resolveu me levar ao cinema, uma prática muito incomum vindo da parte dele.

Pois bem, fomos a um cinema de rua que ainda existia (não lembro onde), no qual a sessão já tinha começando e o filme estava quase acabando. Daí quando ele terminou, ficamos e esperamos a outra sessão começar para ver o filme desde o início. Para mim, um garoto de 10 anos, fissurado em programas de Tokusatsus, tipo Flashman, Jaspion, Changeman, entre outros, foi quase que o céu. Saí do cinema encantado com o que tinha visto.

Agora trazendo isso tudo para 2014, dezesseis anos após a minha primeira experiência, vejo que a magia ainda não acabou. O Godzilla de Gareth Edwards se tornou uma janela de volta ao tempo até os olhos de um garoto de apenas 10 anos de idade, que tinha uma grande imaginação e adorava toda esse mundo ficcional.

No remake deste ano, que passeia um pouco pelo original de 1954 e  Mothra vs. Godzilla (1964), o público irá encontrar uma história coesa, uma direção de mão firme e efeitos sensacionais, graças aos avanços tecnológicos desde a década de 50.

A sinopse do longa apresenta Joe Brody (Bryan Cranston), um coordenador de uma usina nuclear em Janjira, no Japão, que criou sozinho seu filho Ford Brody (Aaron Taylor-Johnson), após um acidente nuclear que resultou na morte de sua esposa. Joe, inconformado com tudo o que tinha acontecido, começou a investigar quais seriam as reais causas daquela catástrofe. Tempos depois, seu filho já crescido resolve visitar seu pai, para tirá-lo da cadeia,  após ter sido preso por desrespeitar uma norma em terras japonesas. É então que ele jamais poderia imaginar, que sua ida ao Japão irá mudar novamente o rumo de sua vida.

Sendo completamente sincero, eu gostei bastante do filme, pois ele soube juntar uma boa história, atrelada à uma ótima direção e isso sem desrespeitar o conteúdo original. Na verdade, Godzilla passa a ser visto mais como um salvador da pátria, do que propriamente como um vilão. Essa visão mais humana em cima do lagarto radioativo não é novidade, visto que já foi feito umas duas vezes em 64 e 92 que eu me lembre, mas desta vez souberam trabalhar isso muito bem, de uma forma que a compaixão do público fique mais atenta ao próprio Godzilla, fazendo com que os protagonistas se encontrem em segundo plano.

Os efeitos são a melhor parte da película, daqueles que você não consegue tirar os olhos da tela um minuto sequer, e isso desde o início do longa, ou seja, não tem parte chata. Não tivemos nenhum destaque dentre as atuações, fora a mudança radical no visual de Aaron Taylor-Johnson, que está muito mais bonito agora, diga-se de passagem.

Falando sobre os pontos negativos, devo ressaltar que achei as partes em que o próprio Godzilla entra em ação muito pequenas, pelo menos para mim. Talvez seja por causa do orçamento, pois filmar cenas de combate definitivamente não são baratas para Hollywood, principalmente quando se tratam de criaturas gigantescas.

No mais eu recomendo bastante este filme, pois além de reviver um dos maiores clássicos do cinema, soube realizar isso sem decepcionar os fãs da obra. Por favor, assistam!

Trailer:

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