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Crítica: Divergente (2014)

3 maio

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Essa postagem certamente irá agradar os fãs mais assíduos da franquia de Jogos Vorazes e outras similares. Não estamos falando do longa protagonizado por Jennifer Lawrence, é claro, mas sim de Divergente, uma outra adaptação literária, que apresenta uma sinopse interessante, porém inferior à trama de Suzanne Collins.

Divergente é baseado no homônimo livro de Veronica Roth, que apresenta em sua sinopse a história de Beatrice (Shailene Woodley), uma adolescente que vive em uma Chicago futurista, onde o planeta terra que conhecemos hoje, foi devastado devido à ganância e desordem por parte do humanos, e que mais tarde, foi dividido em facções separando cada indivíduo de acordo com sua virtude e característica, assim, mantendo a ordem no mundo. Então Beatrice quando acaba de completar 16 anos, é escalada para fazer o teste e descobrir qual sua virtude natural, que são divididas entre as facções que dão nome à elas: Abnegação (Altruísmo), Amizade (Solidariedade), Audácia (Coragem), Franqueza (Sinceridade) e Erudição (Inteligência). O problema é que o resultado do teste de Tris não dá precisamente nenhuma das características acima, mas sim um pouco de cada uma delas, considerando-a então como Divergente. Os Divergentes são uma raça abominada pelos governantes, que os consideram uma ameaça à paz mundial. É então que Beatrice resolve tomar um rumo em sua vida, tentando desviar as atenções de sua real identidade.

Assim, eu fui assistir por causa dos bons comentários que recebi referente ao longa e por causa, é claro, da comparação com Jogos Vorazes, que eu amo. Não me arrependi, afinal, a trama é realmente bastante interessante e de fato lembra o romance de Collins, mas senti que faltou algo, sei lá, uma profundidade maior em relação ao tema em si e elementos que realmente caracterizassem um certo estilo do filme, e que não remetesse tanto à Jogos Vorazes.

O diretor Neil Burger soube conduzir perfeitamente as cenas de ação do filme, mas pareceu meio iniciante quanto ao romance dos protagonistas. Não sei se faltou química do atores, mas eu particularmente não senti firmeza. Tá certo que talvez a grande pegada da trama não seja o romance em si, mas a intenção de trabalhar o que de fato acontece em nossa sociedade real, passando por preconceito, exclusão social, ganância e alguns outros. E falando sobre isso, provavelmente a película não apresenta nem metade do que o livro deve expressar, eu não o li, mas geralmente é o que acontece quando as produções cinematográficas parecem vagas demais.

Agora referindo-me aos atores, sei lá, ainda não senti firmeza na atriz Shailene Woodley, apesar de ela ter tido uma boa atuação em Os Descedentes (2011) e estar sendo super elogiada em A Culpa é das Estrelas, que ainda vai estrear, não senti firmeza nesse seu trabalho. Além disso, é inevitável que ela carrega uma comparação em suas costas em relação à Jennifer Lawrence, que é agora a “nova queridinha da América”, mas considerando-a num todo, ela cumpriu bem o seu papel. Já o galã Theo James, que já pôde ser visto em Anjos da Noite – O Despertar (2012) e Golden Boy(2013), soube dar um ar mais consistente para seu personagem, o que na verdade não é muito, pois o seu papel não pedia tanto (rsrsrs).

A atriz Kate Winslet, apesar de bela, não teve tempo de demonstrar todo o seu potencial, porém manteve-se muito bem interpretando a vilã Jeanine Matthews. E Ashley Judd também teve um bom momento encarnando Natalie Prior, a mãe da protagonista.

No mais, acredito que a trama deva ir se ajustando e a coisa ficando mais interessante. Já temos a segunda e terceira parte em pré-produção e devem estrear pelos próximos anos. Recomendo a película e ficarei acompanhando os próximos capítulos também.

Trailer:

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