Crítica: O Lobo de Wall Street (2014)

2 fev

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O que esperar de um longa do consagradíssimo Martin Scorsese, que já realizou obras primas como Os Bons Companheiros (1990), Cabo do Medo (1991) e o belíssimo A Invenção de Hugo Cabret (2011), que abocanhou 5 estatuetas do Oscar? Acho que ele já nos deu motivos suficientes para ficarmos cada vez mais ansiosos por uma obra sua, mesmo que esta seja algo assim, digamos, bem mais apimentada como O Lobo de Wall Street, que é certamente um filme para pessoas despidas de qualquer tipo de pudor e preconceito.

Traçando um caminho quase que literalmente do infantil (Hugo Cabret)  ao pornô, Scorsese nos apresenta O Lobo de Wall Street, com o eterno Jack de Titanic (rsrsrs), Leonardo DiCaprio, que está realmente brilhante no papel de um corretor sem limites. Não foi à toa que ele ganhou o Globo de Ouro deste ano pela atuação no filme. Entretanto, ouso dizer que esta recente obra de Martin possui muitos outros atributos que o fazem um excelente filme de, como dizem por aí…. “ostentação”(rsrsrs).

A trama conta a história de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), um jovem e promissor corretor de valores, que havia conseguido uma oportunidade na badalada Wall Street, uma rua onde se concentra o maior centro financeiro dos Estados Unidos e também do mundo. Jordan entra sem muita experiência, porém com um desejo insaciável de vencer na vida, e tudo fica ainda mais deslumbrante quando ele conhece o seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey), que começa a lhe mostrar como realmente este mundo de corretagem funciona, o que lhe causa ainda mais interesse pela profissão. Com pouco tempo de contratado como funcionário do lugar, a bolsa sofre uma queda brusca em suas ações,  o chamado Black Monday, o que leva a demissão de Jordan e de alguns outros. Todavia, quando as coisas começam a apertar, Belfort decide ir trabalhar em uma empresa de pequena escala, muito menor, e que atua com ações fora do pregão, ou seja, fora da bolsa de valores, mas que garantem um ótimo retorno para o corretor. É então que ele decide fazer disso um ótimo negócio, chamando seu amigo Donnie (Jonah Hill) para ser seu sócio e em seguida eles criam a Stratton Oakmont, uma empresa que os faz enriquecer rapidamente, proporcionando uma vida de luxo e total prazer (esse último então nem se fala…rsrs).

O que dizer de DiCaprio nesse papel ? Realmente maravilhoso, acho que ele a cada vez mais vem se superando como ator, pois não tinha como não perceber que ele realmente estava se divertindo nesse personagem, se entregando a cada cena, sem qualquer pudor. Não foi à toa que o mesmo esperou esse papel por anos e realmente fez jus à toda essa expectativa amontoada dentro de si. Eu fiquei realmente impressionado com a cena na qual ele se contorce todo e vai se arrastando até o carro, devido a uma convulsão resultante do consumo em excesso de uma potente droga.

Jonah Hill é outro que não tem qualquer tipo de pudor para filmes desse tipo, visto várias outras obras, que é claro não são tão pesadas como essa, mas que seguem basicamente a mesma linha de libertinagem como em É o Fim (2013). Hill dá seu recado em O Lobo de Wall Street e consegue se sair muito bem como o grande amigo de DiCaprio no longa, além de realizar as maiores bizarrices sem qualquer sensação de constrangimento.

Uma ótima tática usada no longa por Scorsese , foi a do “flashback”, que aparece em várias cenas nas quais a auto-narrativa era utilizada. Aliás, essa narrativa também foi um outro ponto alto da película, pois ela constrói uma contemporaneidade muito bem encaixada em cada cena em específico. E isso fez com que um filme de quase 3 horas, se tornasse bastante interessante, e em momento algum, causasse cansaço ou desconforto, bom, pelo menos pra mim.

O Lobo de Wall Street também trouxe vários elementos de época como a depilação íntima feminina, que outrora havia causado um enorme alvoroço nos EUA, o início de uma certa liberdade sexual e também mostrou de um jeito bastante explícito, as depravações e o uso abusivo de drogas e outras artimanhas por pessoas de alto poder aquisitivo. O mais interessante é saber que tudo isso foi baseado em fatos reais, ou seja, quando a gente está se “fudendo” na vida, existe realmente alguém que está fazendo isso no sentido literal da coisa e ganhando muito dinheiro em cima disso, inclusive. Tenso isso, né? (rsrss).

Então se você faz a linha puritana, não gosta de cernas fortes, sexo, putaria, drogas, entre outras coisas quando vai ao cinema, não assista esse filme, pois certamente você vai se levantar com menos de 5 minutos dele já ter começado. Muitos vão achar que é uma apologia a tudo isso, mas eu acredito que a função do longa vai muito além de qualquer visão hipócrita que possam ter dele.

Trailer:

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