Crítica: Uma Noite de Crime (2013)

4 nov

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Há algum tempo eu vinha esperando um filme de suspense ou terror que tivesse um enredo bem original. Geralmente a gente tem ótimas surpresas como o excelente Invocação do Mal, ou o assustador Sobrenatural, entre outros. Mas convenhamos, por melhores que eles sejam, o enredo passa longe de ser original, afinal, fantasmas, demônios e possessões, a gente vê desde O Exorcista (1973).

Então, numa segunda-feira à tarde, depois do trabalho, nada melhor do que pegar uma sessão de cinema para começar bem a semana. Pois bem, fui assistir Uma Noite de Crime, do diretor James DeMonaco (A Negociação), e digo,  saí muito satisfeito!

Com o experiente ator Ethan Hawke (A Entidade), que aliás está envelhecendo super mal, o longa apresenta uma sinopse muito interessante. Em um futuro não muito distante, quando o governo dos EUA se dá conta de que suas prisões estão superlotadas e a criminalidade não para de crescer, eles têm uma ideia de criar uma única noite em que qualquer tipo de crime se torne legal, ou seja, roubar, matar, torturar etc, é permitido legalmente durante 12 horas. Ao que parece, a coisa flui bem, pois todos consideram que naquele dia, poderão purificar suas almas praticando qualquer tipo de ato “criminoso” contra o seu próximo. É claro, quem realmente se dá mal nisso tudo são os pobres, afinal, eles não tem casas bem equipadas, armas ou qualquer outra coisa para se defenderem. E em um lado da balança está a família de James Sandin (Ethan Hawke), sua esposa Mary (Lena Headey), sua filha Zoey (Adelaide Kane) e seu filho caçula Charlie (Max Burkholder). James é um vendedor de sistemas de seguranças que prospera em tempos de Noite de Crime, só que como nada na vida é perfeito, ele se vê perdido e sem saber o que fazer quando seu filho coloca um estranho para dentro de sua casa, após fugir de alguns “caçadores” na rua. Daí a história se desenrola e muito bem por sinal.

The Purge, título original, é realmente bem interessante, pois ele mexe o tempo todo com o nosso psicológico, afinal, é mais interessante uma única noite de violência gratuita com 364 dias de paz, ou uma criminalidade sem fim ? É com essa realidade que a gente precisa se confrontar. Além disso, vemos uma crítica em cima de todas essas leis que favorecem os mais ricos e pioram a situação dos que menos têm, pois como no longa, eles é quem sofrem por não terem como se proteger, principalmente os sem teto. Daí entramos na questão quanto aos direitos humanos, pois dentro dessa sociedade, a lição que é passada, é de que um pobre ou mendigo de rua, vale tanto quanto um objeto que a gente compra para saciar uma vontade banal. Dá pra pensar bastante! Na verdade, teve uma hora em que eu fiquei dividido, juro! Não sabia se ficava com raiva do menino por ter criado aquela situação toda ou se apoiava tudo o que ele tinha feito. Fiquei confuso!

Além de toda essa confusão mental, destaco a atuação de Hawke, que está muito bem como o destemido pai de família. A direção de DeMonaco também está no ponto certo, pois ele consegue colocar a tensão do filme, misturada com todo o terror psicológico e o drama mental em que a trama nos insere. Existem alguns episódios clichês, de fato, mas acredito que a coisa não poderia fugir muito daquilo não, afinal, o objetivo, acredito eu, já tinha sido cumprido, que era colocar a gente para refletir sobre toda aquela situação que pode ser muito mais real do que a gente pode imaginar. Recomendo demais!

Trailer:

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