Crítica: Blue Jasmine (2013)

3 out

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Sabe, eu nunca fui muito fã de Woody Allen como algumas pessoas são. Na verdade, eu gosto de alguns filmes bem pontuais como Manhattan ou Vicky Cristina Barcelona. Odiei Meia Noite em Paris com todas as minhas forças e depois desse, fiquei com trauma do diretor. Entretanto, eis que me pego lendo a sinopse de seu último filme, Blue Jasmine e, fiquei muito curioso, principalmente pela parceria até então inédita com a atriz Cate Blanchett.

Blue Jasmine estreou no Festival do Rio 2013 como um dos maiores destaques depois de tanto a crítica falar bem dele. Nos EUA o filme causou um tremendo alvoroço, chegando até a ser intitulado como um dos melhores trabalhos de Allen. E posso dizer? Eles tiveram razão, o longa é realmente brilhante!

A trama aborda a vida de Jasmine (Cate Blanchett), uma mulher rica, mimada, mal acostumada e todos aqueles estereótipos da alta sociedade. A princípio, o casamento com seu marido Hal (Alec Baldwin) vai indo de vento em popa, mas quando ela menos espera, o seu mundo encantado desmorona e seu marido vai parar na cadeia. Sem dinheiro, ela decide ir para a casa de sua irmã pobre Ginger (Sally Hanwkins), mas Jasmine precisará se adequar a uma outra realidade, já que estava totalmente habituada ao luxo.

Digo, quando Woody Allen quer fazer uma coisa bem feita, ele consegue. Acho que nem precisariam mais realizar a premiação da categoria de melhor atriz no Oscar 2014, pois com certeza o prêmio já pertence a Cate Blanchett. Que Blanchett e uma ótima atriz eu sei e não é de hoje, mas em um trabalho tão bem feito como esse eu nunca tinha visto. A atriz está perfeita desde a primeira cena e mesmo encarnando uma personagem que teria cem por cento de chances de se tornar caricata ou estereotipada, ela consegue fugir de tudo isso e nos apresenta algo totalmente fascinante. Cate insere com perfeição o tom de esquizofrenismo da personagem, que vai ganhando mais vida a cada cena. É incrível ver a expressão no rosto da atriz e a naturalidade com que ela faz aquilo. É impressionante!

Para não dizer que o filme se resume ao papel de Cate Blanchettna verdade poderia-, alguns outros pontos altos foram a direção de Allen, fato, a belíssima narrativa apresentada, com elementos do presente e passado de forma com que o expectador consiga acompanhar. A fotografia é belíssima e a trilha também é outro encanto.

Recomendo demais a vocês! Na verdade eu dei sorte, pois quando cheguei no cinema o filme já estava lotado, mas por um acaso tinha uma mulher, uma professora, que estava com um ingresso sobrando, pois o amigo não pôde ir. Ela estava vendendo o ingresso e eu com sede de comprá-lo. Poderia ser melhor?

Por isso, se puderem, não deixem de conferir esta maravilhosa obra!

Trailer:

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