Crítica: Speed Dating (2007)

25 abr

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Faz algum tempo que não escrevo nada pro Foca, mas hoje resolvi assistir a alguns curtas LGBTs, e um em específico me chamou bastante a atenção. Daí resolvi expor minhas ideias aqui pra vocês, principalmente por se tratar de uma produção alemã, pouco conhecida e sem muitas informações na web.

Speed Dating é um curta-metragem de 30 minutos do diretor Gregor Buchkremer, que foge à linha tradicional de como se conta uma história de amor, apelando essencialmente para uma linguagem totalmente poética, com a intenção de retratar o homem e as suas necessidades afetivas através de uma atmosfera de sobrevivência.

Para quem não sabe, a expressão “Speed Dating” (Encontro Rápido) surgiu no ano de 1998 nos Estados Unidos. Ela foi criada pelo Rabino Yaacov Deyo e sua esposa, Sue, com a intenção de ajudar os jovens judeus a encontrar o amor. Anos mais tarde, a prática deixou de ser exclusiva do povo judeu e passou a fazer parte de várias outras culturas em países como China, Austrália e também por toda a Europa.

O filme de Buchkremer, lançado em 2007, aborda justamente essa maneira rápida e desesperada de se encontrar o amor, através dos “Shiduch”, ou encontros para ser mais claro, onde empresas qualificadas para tal possuem o trabalho de achar o par ideal para você. Toda essa introdução seria simples se não fosse um único detalhe: que acontece em Speed Dating é que as pessoas que não encontram seus pares a tempo, ou as que são trocadas por outras pessoas, ou até mesmo as que perdem os seus amores, simplesmente morrem de uma doença misteriosa. A partir dessa premissa é que a trama nos traz para a vida de Tim (Kristian Kiehling), um jovem que acaba de ser deixado por sua namorada, e com isso, ele precisa arranjar um novo amor antes que a morte bata à sua porta.

A grande sacada do longa é que ele basicamente não se leva a sério. E o que favorece bastante a narrativa, além de sua ótima trilha sonora, é claro, são as inserções do bom e velho humor europeu, só que desta vez de uma maneira bem mais escrachada. O fato é que essa trama não poderia ser mais atual do que já é, e mesmo tendo sido lançada há quase 10 anos atrás, ainda contribui muito para o que acontecem nos apps de relacionamentos, seja gay ou hétero. A busca incessante por uma outra pessoa meio que se torna algo vital para muita gente, e as que não encontram o seu par perfeito, muitas vezes se sentem rejeitadas, principalmente se você for mulher em meio ao mundo machista e ainda conservador em que vivemos.

As atuações também são bem convincentes. O ator Kristian Kiehling se sobressai com uma interpretação ímpar do início ao fim do curta. Kiehling transparece todo o ar de melancolia e ao mesmo tempo de frustração de seu personagem. Já Max Engelke e a funcionária da empresa de “Match”, que eu não encontrei o nome, são outros que aparecem também muito bem suas devidas cenas.

Outro ponto interessante da obra é que apesar de ser vendida por aí como um curta de temática gay, ela não foca essencialmente nisso, mas aborda o tema a partir de um roteiro criativo. O final também aparece como outro ponto forte, apesar de não ser o que muita gente esperava, acredito que tenha um pouco do que entendemos como “amor incondicional”, desejando a felicidade do outro independente de qualquer coisa. Vale muito a pena!

 

 

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News: Backstreet Boys lutam contra um apocalipse zumbi em novo filme

16 mar

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Se você é hoje um adulto que nos anos 90 cresceu ouvindo o som dos Backstreet Boys, senta que essa notícia vai acabar com os seus sonhos mais distantes.

O que acontece é que Nick Carter, membro dos BSB, um dia teve uma brilhante ideia de realizar um filme de terror criado por ele mesmo. Por diversos meses Nick tentou uma campanha de financiamento sem sucesso, até que a Asylum, produtora de Sharknado (só podia ser!), resolveu apostar no projeto.

Com o título de Dead 7, o longa será baseado nos badalados filmes de zumbis, só que dessa vez estrelado por integrantes dos Backstreet Boys, além de membros de outras boybands.

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Na trama, um grupo de pistoleiros lutam para livrar uma cidadezinha pacata de uma infestação de zumbis. A produção será lançada no meio do ano pelo canal Syfy.

Crítica: A Bruxa (2016)

29 fev

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A Bruxa é sem dúvidas um dos filmes de terror mais elogiados dos últimos tempos, coisa rara, já que nem sempre o gênero é visto com bons olhos por grande parte do público. No entanto, o longa do diretor Robert Eggers, acostumado a dirigir curtas-metragens, transforma o que poderia ser um simples blockbuster, em algo verdadeiramente interessante.

The Witch”, título original, traz à tona conceitos bem peculiares e perturbadores, como a relação da religião com o uso de artifícios geralmente utilizados para trazer a ordem, a partir de um medo generalizado. E não podemos negar que todas essas coisas sobre o céu e o inferno são histórias realmente assustadoras, e é bem por aí que o filme se estabelece.

A trama se passa na década de 1630. O casal William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) tentam levar uma vida modesta em meio a uma casa de campo totalmente afastada da cidade grande. De devoção cristã, ambos vivem suas vidas a partir de ensinamentos religiosos, e isso também vale para seus 5 filhos, a pré-adolescente Thomasin (Anya Taylor-Joy) e os menores Caleb (Harvey Scrimshaw), Mercy (Ellie Grainger) e Jonas (Lucas Dawson), além do recém-nascido Samuel. Quando de repente Samuel desaparece enquanto estava aos cuidados de sua irmã Thomasin, um clima de caos e tensão se estabelece sobre a família, que começa a suspeitar da presença do mal em sua casa, o que poderia também ter relação com a seca de sua colheita, a partir de uma maldição proferida.

A película possui um roteiro não muito original, admito, mas é trabalhado de uma maneira bem eficiente pelo diretor Robert Eggers. Todo o filme é ambientado dentro de um cenário completamente cinzento e obscuro, o que nos traz uma sensação de terror a todo instante. Já a trilha sonora, que aliás para mim foi o ponto alto da obra, juntamente com a fotografia, aparece como um instrumento valioso nas cenas de suspense. Neste quesito consegui identificar ali muito do que rolou nos filmes de terror das décadas de 70 e 80, com músicas intensas a cada cena mais sinistra, a exemplo de Sexta-Feira 13 (1980), Halloween (1978) e O Exorcista (1973).  Já a fotografia chega a ser fascinante, com planos abertos trazendo toda a plenitude da beleza de um cenário bucólico, inspirado em um sistema feudalista, já que os protagonistas eram imigrantes.

Como relatei anteriormente, a trama faz uma ligação com o misticismo cristão, no que diz respeito à existência do bem e o mal. O bem que é ligado a tudo o que possui relação com Deus e a Bíblia, e o mal personificado na presença do diabo e a bruxa, a qual o filme faz alusão. É interessante ver a relação que os personagens possuem com a sua fé, sempre se punindo por conta de desejos e prazeres que identificam como sendo de natureza maligna, ou simplesmente o fato de apenas existirem, o que já seria suficiente para serem condenados ao inferno pelo resto de suas vidas. Essa relação mais psicológica é o que nos faz entender o filme não como mais um “cult do terror”, mas como algo de fato legítimo e bem introduzido para a reflexão de nossa sociedade.

Quanto às atuações, não tenho como dar crédito a apenas uma única pessoa, pois todos foram verdadeiramente magníficos do início ao fim, principalmente as crianças. A atriz esteve completamente entregue à sua Thomasin, já Harvey Scrimshaw me surpreendeu com a qualidade de sua atuação apesar da pouca idade. E Ralph Ineson e Kate Dickie se mostraram tecnicamente perfeitos.

A Bruxa é de fato um filme muito interessante e que certamente irá assustar muita gente, mas não se engane achando que você terá grandes sustos, daquelas de pular da cadeira. Este filme traz um terror muito mais psicológico do que qualquer outra coisa. A tensão do mesmo é construída gradativamente, acompanhada de uma trilha musical muito bem escolhida por sinal. A única que coisa que realmente acho é que o final poderia ter sido muito mais interessante e perturbador, pois o filme tinha potencial para tal. Acho que Eggers marcou bobeira em não aproveitar a essência de seu elenco e a qualidade de sua produção. No mais, vale muito uma conferida.

Trailer:

*Crítica também publicada no site Blah Cultural

News: Confira a lista dos vencedores do Oscar 2016

29 fev

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Na noite do último domingo (28), aconteceu a cerimônia do Oscar 2016. A premiação foi recheada de muita emoção, com algumas injustiças como o caso de Melhor Canção Original ter sido para Sam Smith, mas também tivemos momentos históricos como o prêmio de Melhor Ator para Leonardo DiCaprio, que depois de 5 indicações, finalmente conseguiu levar a estatueta pra casa.

Confira a lista dos vencedores:

Melhor filme
“A grande aposta”
“Ponte dos espiões”
“Brooklyn”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”
“O quarto de Jack”
“Spotlight: Segredos revelados”

Melhor ator
Bryan Cranston (“Trumbo”)
Matt Damon (“Perdido em Marte”)
Leonardo DiCaprio (“O regresso”)
Michael Fassbender (“Steve Jobs”)
Eddie Redmayne (“A garota dinamarquesa”)

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Leonardo DiCaprio finalmente levou a estatueta por sua atuação em ‘O Regresso’

Melhor atriz
Cate Blanchett (“Carol”)
Brie Larson (“O quarto de Jack”)
Jennifer Lawrence (“Joy”)
Charlotte Rampling (“45 anos”)
Saoirse Ronan (“Brooklyn”)

Melhor diretor
Alejandro G. Iñárritu (“O regresso”)
Tom McCarthy (“Spotlight: Segredos revelados”)
George Miller (“Mad Max: Estrada da fúria”)
Adam McKay (“A grande aposta”)
Lenny Abrahamson (“O quarto de Jack”)

Melhor canção original
“Earned it”, The Weeknd (“Cinquenta tons de cinza”)
“Manta Ray”, J. Ralph & Antony (“Racing extinction”)
“Simple song #3”, Sumi Jo e Viktoria Mullova (“Youth”)
“Writing’s on the wall”, Sam Smith (“007 contra Spectre”)
“Til it happens to you”, Lady Gaga (“The hunting ground”)

Melhor trilha sonora
“Ponte dos espiões”
“Carol”
“Os 8 odiados”
“Sicario”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor filme estrangeiro
“O abraço da serpente” (Colômbia)
“Cinco graças” (França)
“O filho de Saul” (Hungria)
“O lobo do deserto” (Jordânia)
“Guerra” (Dinamarca)

Melhor curta de live action
“Ave Maria”
“Day one”
“Everything will be okay (Alles Wird Gut)”
“Shok”
“Stutterer”

Melhor documentário
“Amy”
“Cartel Land”
“The look of silence”
“What happened, Miss Simone?”
“Winter on fire: Ukraine’s Fight for Freedom”

Melhor documentário de curta-metragem
“Body team 12”
“Chau, beyond the lines”
“Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah”
“A Girl in the River: The Price of forgiveness”
“Last day of freedom”

Melhor ator coadjuvante
Christian Bale (“A grande aposta”)
Tom Hardy (“O regresso”)
Mark Ruffalo (“Spotlight: Segredos revelados”)
Mark Rylance (“Ponte dos espiões”)
Sylvester Stallone (“Creed”)

Melhor animação
“Anomalisa”
“O menino e o mundo”
“Divertida mente”
“Shaun, o carneiro”
“As memórias de Marnie”

Melhor curta de animação
“Bear Story”

“Prologue”
“Sanjay’s Super Team”
“We can’t live without Cosmos”
“World of tomorrow”

Melhores efeitos visuais
“Ex Machina”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor mixagem de som
“Ponte dos espiões”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor edição de som
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”
“Sicario”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor montagem
“A grande aposta”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“O regresso”
“Spotlight: Segredos revelados”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor fotografia
“Carol”
“Os oito odiados”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“O regresso”
“Sicario”

Melhor cabelo e maquiagem
“Mad Max: Estrada da fúria”
“The 100-year-old man who climbed out the window and disappeared”
“O regresso”

Melhor design de produção
“Ponte dos espiões”
“A garota dinamarquesa”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”

Melhor figurino
“Carol”
“Cinderela”
“A garota dinamarquesa”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“O regresso”

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Alicia Vikander brilhou em ‘A Garota Dinamarquesa’ e levou o prêmio de atriz coadjuvante

Melhor atriz coadjuvante
Jennifer Jason Leigh (“Os 8 odiados”)
Rooney Mara (“Carol”)
Rachel McAdams (“Spotlight: Segredos revelados”)
Alicia Vikander (“A garota dinamarquesa”)
Kate Winslet (“Steve Jobs”)

Melhor roteiro adaptado
“A grande aposta”
“Brooklyn”
“Carol”
“Perdido em Marte”
“O quarto de Jack”

Melhor roteiro original
“Ponte dos espiões”
“Ex Machina”
“Divertida mente”
“Spotlight – Segredos revelados”
“Straight Outta Compton”

News: Assista ao primeiro trailer da animação Sing – Quem Canta Seus Males Espanta

15 fev

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Acaba de sair o trailer da animação Sing – Quem Canta Seus Males Espanta, nova produção do estúdio responsável por Minions (2015).

A história gira em torno de um coala que decide dar um “up” em seu teatro realizando um concurso de canto. A partir de então, vários animais se empolgam com a novidade e entram na competição para abocanhar o prêmio de 100 mil dólares.

A direção do longa está nas mãos de Garth Jennings (O Guia do Mochileiro das Galáxias). Já Matthew McConaughey, Reese Witherspoon, Seth MacFarlane e Scarlett Johansson estão entre os dubladores da película.

Sing – Quem Canta Seus Males Espanta tem estreia prevista para 1 de janeiro de 2017 no Brasil.

Trailer:

News: Sonic deverá ganhar um filme próprio em 2018

12 fev

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Quem não se lembra do Sonic? Aquele porco-espinho azul, sensação entre a mulecada nos anos 90? Pois bem, parece que agora ele finalmente irá ganhar um longa só dele.

A partir de uma parceria entre a Sega e a Sony, o personagem dos vídeo games terá um filme em um formato “híbrido entre animação e live-action”, assim como Pixels (2015). A ideia é do diretor da Sega, Hajime Satomi, que decidiu retomar o projeto de uma vez por todas e deve estreá-lo já em 2018.

O roteiro será feito pelos especialistas em comédias de talk shows, Evan Susser e Van Robichaux. Vale lembrar que Sonic teve uma participação especial em Detona Ralph (2013).

News: Franquia de ‘Transformers’ deve se estender por mais 9 anos

12 fev

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Ao que parece a franquia de Transformes está longe de acabar. Tudo isso simplesmente porque a Paramount Pictures divulgou o calendário de seus lançamentos futuros e nele temos uma coleção dos filmes dos robôs gigantes.

A agenda conta com um plano para o desenvolvimento de roteiros de séries, prequels, spin-offs, animações e sequências. A intenção é conseguir juntar bastante material para manter a franquia viva até mais ou menos 2025.

Transformes 5, que conta com Mark Wahlberg no elenco e direção de Michael Bay, já está agendado para estrear dia 3 de junho de 2017, mesma data em que a DC realizará o debut do filme solo da Mulher Maravilha. Já Transformers 6 foi agendado para 8 de junho de 2018, juntamente com Godzilla 2. E a sétima parte da franquia chegará aos cinemas no dia 28 de junho de 2019. Ufa!

News: Cartaz de Olhos Famintos 3 é divulgado em festival na Alemanha

11 fev

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A franquia de Olhos Famintos está de volta! Passados dezesseis anos após o primeiro filme, a produtora Myriad Pictures resolveu financiar o longa ir adiante com aprodução de Olhos Famintos 3 (Jeepers Creepers 3).

Recentemente o diretor e roteirista da franquia Victor Salva declarou que está bastante feliz em poder retornar para uma terceira parte:

“Escrever e dirigir um novo Olhos Famintos após mais de uma década do primeiro filme é incrivelmente emocionante. Sempre acreditei que os fãs do mundo todo queriam mais. Estamos trazendo de volta o caminhão do Creeper, e contaremos o que ele é, de onde veio e por que ele faz o que faz”, afirmou Salva.

A nova trama acontece vinte e um anos após os eventos em Olhos Famintos (2001). Trish (Gina Phillips), a sobrevivente do primeiro filme, está crescida e com um filho adolescente chamado Darry, em homenagem ao seu irmão morto. Entretanto, a protagonista passa a ter estranhos sonhos envolvendo a criatura responsável pela morte de seu irmão. E tudo isso só faz com que ela decida acabar com o monstro de uma vez por todas.

Olhos Famintos 3 tem previsão de estreia para outubro de 2017. No entanto, um cartaz do longa já foi divulgado durante a 66ª edição do Festival de Berlim. Confira!

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Crítica: Deadpool (2016)

11 fev

 

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Recentemente apareceu a oportunidade de conferir o primeiro filme solo do personagem mais irreverente do Universo Marvel, o mercenário Deadpool.

Deadpool na verdade se mostrou pela primeira vez no ano de 1991 como sendo um vilão em “New Mutants”. Sua personalidade é totalmente diferente da de outros heróis como Capitão América, Thor ou qualquer um dos X-Men. Wade Wilson (Ryan Reynolds), seu nome real, é um perfeito anti-herói, que chegou a sofrer grandes traumas em sua vida como a morte prematura de sua mãe, o alcoolismo do pai, entre outras coisas que o ajudaram a entrar para o mundo do crime.

Além de tudo isso, Deadpool também se destaca por seu comportamento fora do normal, cheio de piadas prontas e quase nenhuma consciência moral. E há quem diga que ele corre pelo lado da pansexualidade, já tendo flertado inclusive com o Homem-Aranha.

O roteiro adaptado por Rhett Reese e Paul Wernick é bastante sucinto no quesito “trama central”. Os cineastas preferiram fazer um mix de coisas que já rolaram com Deadpool nos quadrinhos, a ter de narrar mais um “era uma vez” como geralmente acontece com os títulos da Marvel. Para falar a verdade, isso só torna as coisas mais interessantes para o espectador, pois o filme passa a ficar mais dinâmico, como assim foi.

Com uma narrativa atemporal, o longa acontece quando Wade já está familiarizado com o seu alter-ego em meio à uma missão pessoal. Durante todo o filme, passado e presente são intercalados de uma maneira bastante ligeira, mas ao mesmo tempo totalmente compreensível. A trama se volta para a vingança de Deadpool contra Ajax (T.J. Miller), que na história é quem o transforma no mutante imortal com a promessa de curá-lo de um câncer terminal. O tratamento dá certo, porém o deixa completamente desfigurado e isso o transtorna profundamente, já que o mesmo sente receio de ser rejeitado por sua namorada Vanessa (Morena Baccarin).

Para quem é fã dos quadrinhos e até aqueles que acompanham com certo afinco o Universo Marvel, a trama talvez desaponte um pouco, visto que muitas coisas são embaralhadas para que exista um certo encaixe dentro da 1 hora e 46 minutos que o filme possui. Para quem não sabe, a sinopse da película é baseada no capítulo chamado de “Arma X” nas HQs, um programa de desenvolvimento super-humano administrado pelos governos do Canadá e Estados Unidos, e que também teve como cobaia o mutante Wolverine. Todavia, a luta final contra Ajax, seu relacionamento com a Cega Al, assim como a aparição de Colossus e Negasonic, surgem e se relacionam como se tudo fosse de fato originário de um mesmo período, o que na verdade não é. Mas como a produção não foi feita apenas para os geeks, acho que o resultado final ficou interessante.

Ryan Reynolds depois de ter trocado a DC pela Marvel definitivamente, conseguiu se sair bem como o anti-herói incompreendido. Com seu lado sarcástico e ligeiramente cômico, seu Deadpool conquistou o público, visto que durante a exibição a plateia não parava de rir. Outro ponto alto da obra sem sombra de dúvidas foram as piadas repletas de referências da cultura pop. Uma delas inclusive teve relação com o seu trabalho em Lanterna Verde (2011), fazendo uma analogia com fracasso do filme de Martin Campbell. Devo admitir que algumas piadas não chegaram a funcionar para mim, mas penso que isso seja um tanto quanto subjetivo da minha parte, ou não?

Além do que já foi citado, o longa do herói apresenta algumas cenas de ação bem feitas e intercaladas com o bom humor da trama no estilo “Kick-Ass”. Outros atores como Morena Baccarin, T.J. Miller e Ed Skrein (Weasel) aparecem sem tanto destaque. Já a trilha sonora chega como algo incomum a filmes de ação, porém não para este em específico.

A conclusão a que se pode chegar é que Deadpool é um bom filme, sem sombra de dúvidas, bem superior a outros produzidos pela Marvel, mas não chega a ousar e tenta se adequar ao clichê mundo dos blockbusters. Acredito que o protagonista tem sim bastante potencial e carisma, porém tudo precisa ser levado a sério, principalmente o lado mentalmente instável que ele possui. No mais, a obra garante uma excelente diversão e acredito que vá conquistar o público.

Trailer:

*Crítica também publicada no site Blah Cultural

News: Confira o primeiro trailer de Uma Noite de Crime 3

11 fev

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A Universal Pictures divulgou o primeiro trailer de Uma Noite de Crime 3, uma franquia de ação e suspense iniciada em 2013, que já arrecadou quase US$ 200 milhões mundo afora.

O ator Frank Grillo (Capitão América: O Soldado Invernal) retorna ao elenco nesta terceira parte, juntamente com Betty Gabriel (Beyond Skyline), Edwin Hodge (Assim na Terra Como no Inferno), Kyle Secor (Veronica Mars), Joseph Julian Soria (Camp X-Ray) e Elizabeth Mitchell (Lost).

A sinopse gira em torno de uma tentativa do Governo dos Estados Unidos de acabar com o alto índice de violência no país. Para isso, eles promovem um período de matança totalmente legal por 12 horas consecutivas. E durante esse tempo, é literalmente o “salve-se quem puder”. Nesta nova trama Grillo tentará salvar uma governante durante a noite de Expurgo.

Uma Noite de Crime 3 tem estreia prevista para 15 de setembro de 2016. A direção do longa fica na mãos de James DeMonaco. Já Jason Blum (Atividade Paranormal e Sobrenatural) retorna como produtor ao lado de Michael Bay, Brad Fuller, Andrew Form e Sebastian Lemercier.

Trailer:

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